Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, São Paulo

Sinpro Campinas e região comemora 79 anos de luta!

Publicado em 15/05/2020

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Por Chileno

O SINPRO foi fundado em 15 de maio de 1941, há 79 anos, quando um grupo de professores (as) de Campinas e de outras cidades da região decidiram criar um sindicato para defender os direitos da categoria. Passamos por um período muito difícil, éramos um sindicato mais assistencialista do que classista e não mobilizávamos a categoria. Em 1978, não atingíamos 5% de sindicalizados (as) na base e hoje chegamos a mais de 30% de professores associados.

Em 1978, embalados pela luta de redemocratização do país, duas chapas, pela primeira vez na história, disputaram a diretoria do sindicato. Nós, da oposição, não vencemos.

No ano de 1981, nova eleição ocorreu e, dessa vez, saímos vitoriosos! Chamamos esse momento de RETOMADA! O SINPRO mudou seu rumo e enfrentou o desafio de construir um sindicato classista, democrático, aberto à participação da categoria.

Enquanto professor, cheguei a trabalhar com dois grandes lutadores desse período, Augusto Petta, o primeiro presidente do Sindicato após a retomada, e Rubens Abdal, o Rubão, que conheci como diretor responsável pela previdência.

Em 1988, participamos da fundação da FEPESP (Federação dos Professores do Estado de São Paulo), em 1990, nos filiamos à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e, em 1991, fomos protagonistas na construção da CONTEE (Confederação dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino). Mais adiante, em 2007, ajudamos a criar a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e nos filiamos a ela.

Representamos os professores e as professoras da rede privada de ensino da educação infantil, ensino fundamental e médio, cursos livres e ensino superior, nas cidades de Campinas, Americana, Amparo, Araras, Limeira, Mogi Mirim, Santa Bárbara d’ Oeste e Piracicaba.

Participamos de grandes momentos históricos, como a campanha das DIRETAS JÁ, a Assembleia Nacional Constituinte, o Fora Collor. Resistimos contra o golpe ao governo Dilma, entendendo que, na verdade, estava em andamento um ataque aos direitos dos trabalhadores, fato que se concretizou com as “reformas” iniciadas no governo Temer e se mantêm em curso.

Nas eleições de 2018, alertamos toda a categoria e a sociedade sobre os perigos de um retrocesso democrático, caso as forças reacionárias e conservadoras fossem vencedoras.

Em relação à Educação, durante os 13 anos de governos progressistas (2003-2016), estivemos ao lado dos trabalhadores organizando e participando da Construção do PNE (Plano Nacional de Educação), das CONAES (Conferências Nacionais de Educação) e sempre presentes no planos estadual e municipal, onde tínhamos subsedes.

Nossos diretores participam de todos os debates que se referem à Educação, aos direitos dos professores e demais trabalhadores, além de estarmos envolvidos nas discussões sobre os impactos do uso de tecnologias de informação no processo educacional.

Hoje, com a pandemia disseminada, em virtude das concepções negacionistas do governo federal, as condições laborais já precárias se agravam, por isso novos caminhos precisam ser abertos. Acreditamos que a única opção possível é a participação democrática da nossa categoria, no sentido de garantir os direitos dos trabalhadores em educação.

Parabéns, Sinpro!

Parabéns, professores e professoras que fazem parte dessa luta!

Carlos Virgilio Borges, o Chileno, é presidente do Sinpro Campinas e região e professor de geografia.

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