Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, São Paulo

Diretores do Sinpro Campinas e região são demitidos da Unimep

Publicado em 16/04/2021

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O Sinpro Campinas e região repudia veementemente a demissão arbitrária da presidente do sindicato, Conceição Fornasari, e dos diretores Raimundo Donato e Silvana Paccola, docentes da Unimep. Tal prática caracteriza-se como conduta antissindical e todas as medidas jurídicas já estão sendo tomadas quanto ao caso.

Os professores foram demitidos na manhã da última terça-feira, dia 13 de abril. Conceição Fornasari é docente da Unimep há 39 anos, Silvana Paccola e Raimundo Donato há 33 e 31, respectivamente.

O professor de história Raimundo Donato tinha 8 aulas atribuídas no semestre e sua demissão interrompe o processo pedagógico, prejudicando os estudantes da instituição de ensino.
Evidente que a demissão dos docentes é uma forma de retaliação contra os professores e contra o Sinpro, por defenderem os interesses coletivos da categoria.

A presidente do Sindicato, Conceição Fornasari, considera que a demissão de todo e qualquer dirigente de sindicatos é uma afronta à livre organização sindical garantida pela Constituição Federal de 1988. “Quando a presidência de um sindicato classista, que luta em defesa dos direitos dos docentes como é o Sinpro Campinas e Região, é demitida por uma instituição de administração temerária, incompetente, que burla o direito de os todos seus professores, que demite em plena greve, fica explicito mais um ataque violento e brutal contra todos os trabalhadores”, afirmou a docente.

Conceição atribui as demissões ao combate do Sindicato às irregularidades da Rede Metodista. “Trata-se de uma instituição da Educação metodista que entra com cautelar preparatória à Recuperação Judicial, visando proteger os valores e bens das instituições e da Igreja Metodista, que suspende todas as ações trabalhistas e a penhora de bens até que seja resolvida. Parece um salvo conduto para que não se pague a enorme dívida que tem com seus trabalhadores”, explicou a dirigente sindical.

Além das medidas jurídicas que estão sendo tomadas, como a informação ao Ministério Público do Trabalho sobre o caso, o Sindicato também informou a Federação dos Professores do Estado de São Paulo (FEPESP) e a Confederação dos Trabalhadores em Educação (CONTEE) sobre as demissões irregulares. “Não nos calarão e não impedirão de seguirmos na luta!”, afirmou a presidente do Sinpro.

Fonte: CTB

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