Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, São Paulo

Centrais aprovam agenda de lutas e condenam autoritarismo de Bolsonaro

Publicado em 28/02/2020

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Uma reunião extraordinária das centrais sindicais, nesta quinta-feira (27), aprovou o calendário de lutas para a classe trabalhadora brasileira. Realizada na sede do Dieese, em São Paulo, a reunião contou com representações de CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CGTB, CSB, Conlutas e Intersindical. Além de mais um 1º de Maio Unificado – que juntará todas as centrais na comemoração do Dia Internacional dos Trabalhadores –, as entidades vão promover três atos conjuntos em março.

Foto: Roberto Parizotti

Antes dos atos, as centrais vão participar de uma importante reunião, na manhã da próxima terça-feira (3), com partidos e outras organizações da sociedade civil, em defesa do Estado Democrático de Direito e das instituições republicanas. O encontro será no Congresso Nacional. As lideranças devem ser recebidas pelo presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia.

Na sequência, as centrais sindicais e suas bases se mobilizarão para três protestos: o 8 de Março – Dia Internacional da Mulher; os Atos em Memória da Luta da Vereadora Marielle Franco, no dia 14; e o Ato em Defesa da Educação, dos Serviços Públicos, Empregos, Direitos e Democracia, em 18 de março.

As bandeiras de luta para o próximo período também foram debatidas pelo sindicalista nesta quinta. De acordo com informe divulgado após a reunião, as centrais “reafirmam a posição intransigente de defesa das liberdades democráticas e conclamam a unidade de todas as forças sociais na defesa das instituições e do Estado Democrático de Direito”.

A reunião condenou a escalada autoritária do presidente Jair Bolsonaro, que ajudou, pessoalmente, a divulgar as manifestações golpistas de 15 de março contra o Congresso, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a democracia. As centrais também denunciaram as reformas em tramitação no Congresso, “que buscam a redução dos direitos da classe trabalhadora e o desmonte do Estado brasileiro”.

Fonte: Portal Vermelho

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