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Trabalhadores e trabalhadoras aprovam adesão à Greve Geral do dia 28

Os sergipanos mantêm a mobilização para a Greve Geral do dia 28 de abril, convocada pelas centrais sindicais. Até o momento, 27 sindicatos das mais diversas categorias aprovaram apoio à paralisação nacional contra as reformas trabalhista e previdenciária, e as terceirizações impostas à sociedade pelo governo de Michel Temer. Entre as categorias que aprovaram participação no protesto estão os bancários, auditores fiscais, servidores do estado, trabalhadores da construção civil, enfermeiros, trabalhadores rurais de 74 municípios, servidores públicos de Indiaroba e trabalhadores da Assistência Técnica e Extensão Rural. Em Sergipe, a mobilização para a greve geral está sendo articulada pela Frente Sergipana Brasil Popular, CTB-SE, CUT-SE, CSP Conlutas, UGT e movimentos sociais.

Durante toda esta semana, as entidades sindicais irão promover atos em suas bases convocando os trabalhadores a aderir à greve e farão panfletagens em pontos estratégicos da capital denunciando para a população os efeitos nocivos dos projetos do governo federal. Por iniciativa do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE) e da deputada estadual Ana Lúcia Vieira (PT), será realizada uma audiência pública “Contra a terceirização e contra o desmonte dos bancos públicos” no Plenário da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (25), às 14 horas. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetase) também está engajada na mobilização dos rurais. A entidade está promovendo uma verdadeira cruzada contra as reformas do governo Temer.

Os dirigentes da Fetase já visitaram 42 municípios promovendo audiências públicas e ocupando as tribunas das Câmaras Municipais para mostrar o impacto da reforma da Previdência na vida dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais, e na economia desses municípios. A direção da Fetase estima que cerca de cinco mil trabalhadores participaram dessas mobilizações em todo o estado. A entidade conseguiu aprovar 40 moções de repúdio à reforma da Previdência Social. As audiências continuam esta semana. Lúcio Marcos Oliveira, secretário de Políticas Sociais da Fetase, avalia positivamente a iniciativa da entidade.

Moções de repúdio

“Os vereadores estão se comprometendo em ligar e enviar e-mails para os deputados e senadores de Sergipe pedindo voto contrário à proposta do governo”, salienta. O presidente da Federação, Antônio Oliveira, afirma que o povo precisa demonstrar sua força e unidade. “Essa é a hora de dizermos não a essas reformas que só servem ao governo federal. Esse governo quer retirar direitos dos trabalhadores e quer ficar com o dinheiro da Previdência Social para fazer o que bem entender”, afirma Oliveira. Assim como a Fetase e o Seeb-SE, outras entidades estão mobilizando os trabalhadores para a greve geral, a exemplo do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado (Sintrase).

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Segundo Diego Araujo, presidente da entidade, os servidores estão conscientes de que a reforma da Previdência é nociva para todos os trabalhadores. “Pela proposta, ninguém mais vai se aposentar, inclusive no serviço público, uma vez que Temer quer estabelecer um prazo de seis meses para que os Estados façam as suas reformas na Previdência. Por isso, precisamos nos unir para barrar esse projeto”, diz Araujo. A CTB-SE também tem mobilizado as entidades filiadas para que participem ativamente da greve geral. Edival Góes, presidente da central no estado, conclama toda a sociedade a se unir nesse dia de luta nacional para barrar as reformas do governo.

“Precisamos ir às portas das fábricas, aos terminais de ônibus, aos canteiros de obra, às portas das lojas, onde houver trabalhador ou trabalhadora para denunciar as malvadezas desse governo. Temer quer retirar direitos, que acabar com a aposentadoria e com os sindicatos. Se não mostrarmos nossa força agora, o governo vai implantar um regime de escravidão moderna”, alerta. Enquanto as categorias se mobilizam, as entidades que articulam a greve se preparam para a paralisação. Na manhã da sexta-feira, serão realizados atos em diversos pontos da capital sergipana e, à tarde, todos se concentrarão na Praça General Valadão, Centro de Aracaju, de onde sairão em uma grande caminhada.

Niúra Belfort – CTB-SE

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