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Trabalhadoras e trabalhadores de Sergipe defendem a retomada da democracia

O 1º de Maio foi um dia de protesto e de resistência em Aracaju, Sergipe. Liderados pela CTB-SE, os trabalhadores e as trabalhadoras se concentraram na Praça da Juventude do Conjunto Augusto Franco, Bairro Farolândia, para dizer não ao retrocesso imposto pelo 

golpe de 2016, não às reformas que retiram direitos conquistados, ao desemprego e à prisão do ex-presidente Lula, e sim ao restabelecimento da democracia e à retomada do desenvolvimento. A manifestação começou por volta das 9 horas. Nem mesmo a instabilidade climática impediu a realização do ato. Lideranças políticas, a exemplo de Márcio Macedo, vice-presidente nacional do PT; a vice-prefeita de Aracaju, Eliane Aquino; o vereador do PCdoB
da capital Antônio Bittencourt, e a secretária de Estado da Casa Civil, Conceição Vieira, prestigiaram o ato promovido pela CTB-SE.

Desemprego

Do protesto participaram ainda bancários, radialistas, trabalhadores da indústria da construção pesada, auditores fiscais, aposentados, gráficos e servidores públicos estaduais e federais, a exemplo de Diego Araújo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado (Sintrase). O dirigente sindical ressaltou que o povo brasileiro tem nas mãos o poder de dar um novo rumo ao País. “Quem votou contra o trabalhador e contra o povo, não pode ser reeleito. 2018 é o ano de mudar essa realidade”, defendeu. Uma realidade cruel, segundo Diego, que condena quase 14 milhões de brasileiros ao desemprego, que retira direitos conquistados e que reajusta o salário mínimo abaixo da inflação, após 14 anos de aumento real. “É preciso que a classe trabalhadora esteja atenta e unida para não deixar que os retrocessos avancem”, salientou.

75 anos da CLT

Para a presidente do Sindicato dos Bancários e vice-presidente nacional da CTB, Ivânia Pereira, a saída está nas ruas. “Não existe alternativa, não existe salvação da classe trabalhadora fora das mobilizações de rua. É preciso lutar, reagir para não perder os direitos já conquistados”, disse. A dirigente dos bancários ressaltou ainda que este 1º de Maio deveria ser de comemoração pelos 75 anos da CLT. “Mas estamos aqui reagindo a uma atualização da nossa CLT que foi quebrada, destroçada pela reforma trabalhista”, enfatizou.

Uma reforma que retirou dos trabalhadores direitos conquistados com muita luta, que criou a jornada intermitente de trabalho o que, aliada à terceirização, representa um retrocesso, segundo o presidente da CTB-SE, Adêniton Santana. “As reformas aprovadas por esse governo golpista atingiram duramente a CLT. Estamos regredindo. Um grande contingente de brasileiros voltou à linha de pobreza. No entanto, este é um ano de eleição, e nós não
podemos permitir que os parlamentares que aplicaram um golpe no Brasil sejam reeleitos”, afirmou.

Prisão

Um golpe perpetrado pelo parlamento e pela mídia. “Não foi um golpe dos tanques, das armas, mas de um parlamento cuja maioria significativa não representa os anseios da classe popular, dos trabalhadores. É preciso que cada vez mais homens e mulheres trabalhadores e trabalhadoras participem do processo eleitoral e ocupem espaço de poder no parlamento e no executivo”, conclamou o vereador Antônio Bittencourt.

Esse mesmo golpe levou à prisão o ex-presidente Lula, condenado sem provas pela Operação Lava Jato. Para Ivânia Pereira, do Seeb-SE, defender Lula livre hoje é defender a democracia. “É defender que amanhã não sejamos presos por fazer uma greve, porque para a Lava Jato não é preciso provar nada”, disse.

Para Santana, da CTB-SE, o 1° de Maio foi um grito de indignação do povo sergipano que não aceita o retrocesso e lutará com garra para barrar a reforma da Previdência e estancar a perda de direitos.

Niúra Belfort – CTB-SE

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