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Temer treme… E agora?

E agora Temer?
A festa acabou,
O golpe esfriou,
A chapa esquentou.
E agora, Temer?
E agora, você?
Você que não teve voto,
Que na força, é presidente.
Ao lado de corruptos, e conspiradores
Farsantes dessa elite decadente,
Amantes do passado,
Não passam de mortos vivos agindo no presente.
E agora Michel ?
Ausente?!…
E agora, Temer?
O grande conspirador,
Que junto com o Aércio, Perrela, Cunha…
Ultrajam a nação
E na República,
Impõe uma cunha,
Pensam que a resistência da massa,
É como um piolho que se mata na unha.
E agora, Michel ?
Você supunha.
Está sem o povo,
Isso não é mistério,
Ladrões da República,
Compõe seu ministério.
Está sem discurso,
Não tem notáveis,
Sem noção da nação
Vai seguindo seu percurso.
O seu desgoverno
O povo brasileiro insulta
Querem, que os trabalhadores paguem a conta da crise
E não os banqueiros, rentistas, afortunados, agiotas filhos da fruta.
E agora Michel?
Vai ter luta!
Perdido no escuro,
Frente ao povo treme,
No mato sem cachorro,
O crepúsculo tu Teme,
Como um marinheiro
Na grande tempestade
No meio da tormenta,
Num barco seu leme.
E agora, Michel?
Castelo de papel.
Me inspirei no Drumont
Pra fazer esse cordel.
Pra protestar contra os poderes da República
Que transformaram o País, numa grande torre de babel
Hó! minha pátria grandiosa! Tu julgarás seus algozes
E esplendorosa na História, livre e soberana cumprirá seu papel.

Francisco Batista Pantera é professor, jornalista, poeta e presidente estadual da CTB-RO

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