Sindicatos de 15 categorias do Recife anunciam apoio à greve geral

      Após dois meses da greve geral, centrais sindicais e movimentos sociais vão aderir pela segunda vez à paralisação que está marcada para ocorrer na próxima sexta-feira (30) em todo País. No Recife, grupos de várias categorias prometem aderir à greve contra as reformas trabalhistas e da Previdência que tramitam no Congresso Nacional, pedem a saída do presidente Michel Temer (PMDB) e por nova eleição direta.

 

Confira abaixo quais categorias vão aderir à greve geral:
 
  • Sindicato dos Bancários de PE;
  • Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Metroviários e Conexos de PE (Sindmetro-PE);
  • Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco – (ADUFEPE);
  • Seção Sindical Docentes da Universidade de PE – (ADUPE);
  • Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de PE – (SIMMEPE);
  • Sindicato dos Vigilantes de PE – (SINDESV-PE);
  • Sindicato do Farmacêuticos de PE – (SINFARPE);
  • Sindicato dos Professores da Rede Particular – (SINPRO);
  • Sindicato Único dos Professores Municipais PE – (SINDUPROM-PE);
  • Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social de PE – (Sindsprev-PE);
  • Sindicato dos Servidores no Poder Legislativo de PE (SINDLEGIS);
  • Sindicato dos Servidores Administrativos de Apoio Fazendário da Secretaria da Fazenda de PE – (SINDSAAF-PE);
  • Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de PE – (SINDFISCO-PE);
  • Sindicato dos Servidores Municipais do Recife – (SINDSEPRE);
  • Sindicato dos Trabalhadores em Educação de PE – (SINTEPE);
  • Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife – (SIMPERE);
  • Sindicato dos Policiais Civis de PE (SINPOL).

O Sindicato dos Rodoviários do Recife e RMR (STTREPE) ainda não tem nenhuma definição sobre a greve geral. “Estamos ocupados com a negociação salarial”, disse o presidente da categoria, Benílson Custódio, ao JOrnal do Commercio. Já o Instituto de Medicina Legal (IML) Instituto de Medicina Legal (IML) vai funcionar em esquema de operação padrão.

No dia 28 de abril ocorreu a primeira greve geral em que várias categorias cruzaram os braços. Na capital pernambucana, centrais sindicais e movimentos sociais também foram às ruas contras as reformas trabalhista e da Previdência e para pedir a saída de Temer da Presidência e “Diretas Já”.

Nove centrais sindicais vão aderir, além dos sindicatos, associações e movimentos sociais. Entre eles a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), CSP Conlutas, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora (INTERSINDICAL) e Central Públicas. A greve geral também contará com o apoio da Frente Popular e do Brasil Sem Medo.

De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE), Carlos Veras, as reformas propostas pelo governo de Temer são desmontes dos direitos trabalhistas que precisam ser impedidas. “A greve é em defesa de nossos direitos. Ninguém está pedindo um direito a mais. Queremos manter o que já conquistamos com muita luta porque este governo venho de forma ilegítima para acabar com tudo o que já conquistamos”, disse.

Veras também afirmou que mesmo depois da greve, os sindicatos irão continuar pressionando o governo e seus aliados “para que não arranque nossos direitos”, e que nesta segunda greve vai trabalhar para que ela seja ampliada em outras regiões. “Sabemos das dificuldades que há, mas estamos trabalhando para ampliar em outros municípios onde não ocorreu na greve do dia 28 de abril”, concluiu.

Blog de Jamildo 

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