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Sindicato dos Eletricitários de SP faz campanha contra acidente de trabalho

Última pesquisa elaborada pela Fundação COGE (Funcoge) mostra que ocorreram mais de 700 acidentes com profissionais, sendo 19 fatais em 2006. “É preciso mais treinamento, capacitação e fiscalização pelos órgãos competentes”, pondera Carlos Reis, o Salim, presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo.

Evitar acidentes do trabalho no setor é uma das principais metas do sindicato, frente a gravidade das estatísticas referentes ao problema. De acordo com a última pesquisa realizada pela Funcoge, nas empresas de transmissão, geração e distribuição de energia elétrica, num universo de 100 mil profissionais, foram registrados, em 2006, 719 acidentes, sendo 19 fatais.

O número é bem superior aos 504 acidentes ocorridos em 1997, ano com o menor registro. “A empresa tem grande responsabilidade sobre a segurança dos funcionários. É obrigação dela orientá-los e fornecer os equipamentos necessários. Porém, os trabalhadores têm também suas obrigações, precisam cumprir com as exigências de segurança para que não ocorram acidentes”, ressalta Salim.

Gastos

Os acidentes fatais têm três possíveis causas: elétrica, queda e veículo. As duas primeiras, em especial, podem ser evitadas com medidas simples e essenciais de segurança. Porém algumas empresas esquecem dessa obrigação e não fornecem equipamentos apropriados ou em condições de uso adequadas. “A pesquisa do Funcoge demonstra que além dos prejuízos à saúde dos funcionários, os acidentes de trabalho acarretam perdas financeiras exorbitantes”, informa Salim.

Em 2006 foram gastos mais de R$ 668 milhões. Esse valor é o suficiente para a construção de dez Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH’s) de 30 megawats (MW), ideais para atender à demanda de aproximadamente um milhão de habitantes. Além disso, segundo levantamento estatístico feito pela Previdência Social, 70% dos acidentes de trabalho em todos os setores decorrem de lesões e até distúrbios durante o cotidiano do trabalhador, deixando no mercado formal, cerca de cinco mil trabalhadores inválidos por ano.

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