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Sindicalistas do Espírito Santo realizam Conferência sobre a saúde da mulher trabalhadora

 O Fórum de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais do Espírito Santo organizou a 1ª Conferência Livre de Saúde da Mulher Trabalhadora para conquistar direitos iguais com respeito às questões de gênero, neste sábado (8) em Vitória, capital do Espírito Santo.

“A Conferência Livre ocorre porque as mulheres trabalhadoras sentiram-se marginalizadas no processo de organização da Conferência da Saúde da Mulher em nosso estado”, diz Josandra Rupf, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Espírito Santo (CTB-ES).

Ela conta ainda que o coordenador do Conselho Estadual de Saúde do Espírito Santo, Alexandre Fraga acompanhou o evento e cedeu cinco vagas para Conferência Estadual de Saúde da Mulher que vai acontecer no dia 18 e 19 de julho.

Ressalta também que as trabalhadoras capixabas pretendem participar da 2ª Conferência Nacional da Saúde da Mulher que ocorre de 17 a 20 de agosto, em Brasília. “Queremos aprimorar o atendimento das mulheres em todo o país. Queremos ser respeitadas em nossas espeficidades”.

Na 1° Conferência Livre de Saúde a Mulher Trabalhadora foram debatidos os temas a Conferência Nacional. “Elaboramos propostas para a efetivação de uma política nacional voltada para a atenção integral à saúde da mulher trabalhadora”, conta Rupf.

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As propostas das trabalhadoras capixabas batem forte na necessidade de barrar a lei de terceirização ilimitada e regulamentar os serviços terceirizados de forma a garantir os direitos de quem trabalha.

“Também defendemos um combate tenaz contra o assédio moral e o assédio sexual no ambiente do trabalho”, reforça. “São questões, que em pleno século 21, não deveriam mais ocorrer, mas ainda somos muito desrespeitadas e isso nos adoece mais”.

A Conferência Livre também decidiu defender o Sistema Único de Saúde (SUS) e atendimento adequado às mulheres trans. “Não pode mais haver discriminação de espécie alguma. As lésbicas e as trans necessitam de serem atendidas conforme a sua orientação sexual”.

Afinal, diz Rupf, “somos mais da metade da população, chefiamos cerca de 40% dos lares brasileiros e ainda ganhamos menos que os homens em mesmas funções. Poucas mulheres exercem cargos de chefia e somos as primeiras a ser demitidas e as últimas a conseguir emprego”, conclui.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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