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Servidores de Sergipe fazem via crucis contra reajuste zero

Com uma assembleia unificada, os servidores públicos do estado de Sergipe iniciaram hoje (5) um movimento de luta pela reposição salarial e pagamento em dia dos salários de aposentados, pensionistas e trabalhadores da ativa. Durante a manifestação, que aconteceu na Praça da Bandeira, na frente do prédio sede do Sergipe Previdência, os servidores fizeram uma Via Sacra e aprovaram adesão à greve geral do Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência – 19 de fevereiro.

Os atos ocorridos nessa manhã tiveram o apoio e a participação decisiva de três centrais sindicais – a CTB, CUT e Nova Central – que se uniram para fortalecer o movimento dos servidores do estado. Diversas categorias participaram da manifestação, a exemplo dos trabalhadores da Saúde, Educação, do Fisco e da Emdagro, enfermeiros e auxiliares de enfermagem, professores, assistentes sociais, engenheiros, policiais civis, psicólogos e nutricionistas.

Quebrado

Eles ocuparam a Praça da Bandeira para dizer que não aceitam mais o parcelamento e o atraso no pagamento dos salários, e exigem do governo a reposição salarial. Há cinco anos, os vencimentos estão congelados. Numa demonstração de total insatisfação, os professores aposentados fizeram uma Via Sacra ao redor da praça denunciando o sofrimento dos servidores públicos com o descaso do governo.

O presidente do Sindifisco, Paulo Pedroza, disse que o Fisco está em greve e só retorna ao trabalho após a regularização do pagamento dos salários. Pedroza contestou o argumento do Estado de que está quebrado. “O governo alega uma crise, mas não abre as contas. Ele não o faz e ainda, de forma descarada, manipula os dados”, enfatizou.

Enrolação

Segundo Pedroza, a folha bruta de pessoal aumentou em 15%, de 2012 até 2016. “Sabe quanto cresceu de dezembro de 2016 a dezembro de 2017? Cresceu 14%. Isso porque o governo não pagou o 13° salário em dezembro de 2017, mas lançou na sua contabilidade o 13º na integralidade, aumentando a folha de pessoal em R$ 200 milhões em 2017, um crescimento irreal. Portanto, esse é o momento do enfrentamento. Chega da enrolação”, salientou.

Durante a assembleia unificada, o presidente do Sinter-SE, Paulo Alves, denunciou uma quebra de acordo, firmado em 1991 com o Estado, que reduzirá os salários dos servidores da Emdagro em até 40%. “O governo lançou um pacote de maldades, reduzindo o turno de trabalho de algumas empresas da 8 para 6 horas, com redução salarial. Nós não aceitamos essa arbitrariedade”, disse.

Falta de compromisso

Roberto Santos, dirigente da CUT e do Sintese, defendeu a união dos servidores contra a eleição do governador e de seus aliados no pleito deste ano. “Eles vêm massacrando os servidores há quatro anos, e só nós sabemos o que estamos sofrendo sem um centavo a mais no salário, e com atrasos e parcelamentos de um governo que não tem compromisso com o serviço público”, afirmou.

Para o presidente da CTB-SE, Adêniton Santana, a manifestação ocorrida na manhã de hoje foi uma demonstração de força e amadurecimento das diversas categorias do serviço público estadual. Ele reforçou a necessidade de se manter a unidade na luta pela reposição salarial e pelo pagamento dos salários em dia.

Niúra Belfort – CTB-SE

 

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