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Saída à crise passa por projeto com valorização do trabalho, aponta novo presidente da CTB-RN

Somente um projeto construído na unidade de amplas forças em torno da retomado do desenvolvimento e da soberania nacional com valorização do trabalho é capaz de tirar o país da crise. Com essa assertiva foi empossado na última sexta-feira, 15, o novo presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Estado do Rio Grande do Norte, o professor Wellington Duarte, chefe do departamento de Economia da UFRN e atual presidente do ADURN-Sindicato. 

A cerimônia de posse da nova diretoria, que vai conduzir política e administrativamente a entidade no próximo quadriênio (2017/2021), reuniu trabalhadores, lideranças dos movimentos sociais e sindicais, políticos potiguares e a sociedade civil. Estiveram presentes a senadora Fátima Bezerra (PT), o deputado estadual Fernando Mineiro (PT), o vice-presidente eleito no 4º Congresso Nacional da CTB, Divanilton Pereira, representantes da Instersindical, CUT e Nova Central, Santino Arruda, José Teixeira e Joaquim Bezerra, respectivamente, e os presidentes estaduais do PCdoB e do PT, Antenor Roberto e Júnior Souto.

Na mesa, as falas denunciaram a ofensiva conservadora, de desmonte do Estado brasileiro e de destruição dos direitos da classe trabalhadora, e a necessidade de unidade e clareza na luta em defesa da produção, do trabalho, do emprego e do fortalecimento do Estado nacional e da soberania do país.

Resistência

À luz da crise institucional, a senadora Fátima Bezerra falou em sequestro de sonhos e esperança, referindo-se à descrença da sociedade na política e nas instituições democráticas, e ressaltou o papel da CTB e da união de forças em busca da retomada do desenvolvimento. “Temos clareza dos duros ataques que os trabalhadores vêm sofrendo e de que precisamos lutar. Por isso, estamos juntos”, afirmou.

O deputado estadual Fernando Mineiro, destacou a relevância da solenidade para reafirmar a necessidade de fortalecimento das Centrais Sindicais neste cenário conturbado e hostil à classe trabalhadora. “Resistir e se manter de pé nesta luta são tarefas centrais”, enfatizou.

Luta internacionalista

O vice-presidente eleito no 4º Congresso Nacional da CTB, Divanilton Pereira, falou dos enormes retrocessos vividos no campo do trabalho à nível internacional. Ao afirmar que “o mundo vive efeitos de uma severa crise capitalista”, o dirigente pontuou dois aspectos: o ataque à agenda trabalhadora em todo o mundo e a defensiva estratégica no campo político. “O que estamos assistindo à nível internacional são forças de formas novas mas com conteúdo liberal histórico, que se apresentam como se de centro político fossem”, destacou.

Divanilton avalia que a agressão à democracia no Brasil é parte da estratégia e a aplicação da agenda ultraliberal em curso é seu objetivo maior. “O grande desafio do movimento sindical internacional é evitar sua dispersão política e constituir uma plataforma unitária em defesa do trabalho e uma ampla agenda de mobilizações em nível mundial”, aferiu.

Para ele, é necessário ter a compreensão de que não basta demarcar posição, “é preciso a capacidade de compreender a natureza do golpe e seus grandes objetivos estruturantes”.

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Consolidação da CTB

Ao elencar as ações e atitudes que nortearam o mandato da gestão cessante, Moacir Soares, que passará a comandar a secretaria de Imprensa e Comunicação, enfatizou a postura propositiva, consequente e responsável da CTB na condução e encaminhamento das lutas dos trabalhadores neste ambiente de incerteza, instabilidade e enorme insegurança da conjuntura nacional, fundamental para “consolidação desta central frente à sociedade potiguar”

Finalizou agradecendo a confiança depositada em suas gestões durante os oito anos em que esteve à frente da condução política e administrativa da central e afirmando ser preciso o movimento se energizar para enfrentar os desafios diante da atual conjuntura e lutar por um novo projeto nacional baseado na valorização do trabalho, na democracia e na soberania nacional.

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Unidade

Empossado, o novo presidente da CTB, Wellington Duarte, reafirmou o compromisso assumido em sua eleição de unificar o movimento dos trabalhadores em torno da definição de uma agenda comum de luta, e ressaltou o desafio de dirigir a Central no contexto do cenário de dificuldades econômicas e de total descrença na política. “Teremos um quadriênio em que os embates econômicos, políticos e sociais será a espinha dorsal da futura geração de brasileiros e brasileiras, e isso implica em imensa responsabilidade, da qual não pretendo fugir”.

Para Wellington, as tarefas que se apresentam para a nova gestão revelam os horizontes de uma entidade em crescimento, com grande prestígio entre os trabalhadores e as forças políticas e que ganhou, nos dez anos de sua existência, um protagonismo crescente nas lutas sociais, que deve se manifestar na maturidade e experiência de seus dirigentes e quadros, e no grau de unidade que as centrais precisam alcançar neste crítico cenário de ameaças.

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“Assumir a CTB num momento em que os trabalhadores enfrentam o desmonte de todas as áreas e o perigo iminente da implantação de uma reforma trabalhista ilegal e imoral, já que sequer foi discutida com as representações dos trabalhadores e da sociedade, é um desafio enorme e tentarei estar à altura desse desafio, implementando uma gestão coletiva e de co-responsabilidade dos diretores”, afirmou o novo presidente da CTB-RN.

Finalizou ressaltando que, além do esforço pela unidade das forças democráticas, progressistas e populares, a CTB, com clareza, apresenta um novo projeto nacional, apontando uma saída avançada para a retomada do desenvolvimento nacional com emprego e valorização do trabalho.

Por Jana Sá

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