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Professora e professores de Minas Gerais continuam em greve e marcam nova assembleia

Depois de quatro horas de negociações no Tribunal Regional do Trabalho, os patrões pouco avançaram em sua contraproposta, e as professoras e professores do setor privado de ensino decidiram dar continuidade à greve, durante assembleia realizada no hall da Assembleia Legislativa nessa quinta-feira (26). Ainda não temos nada garantido. As ameaças à categoria persistem.

A nossa luta por garantia de direitos tem sido diária e árdua. A cada dia uma batalha. Houve um recuo da proposta de rasgar a nossa Convenção, mas ainda prevalecem ameaças. A proposta de alteração de 10 itens da nossa CCT nos mostra que precisamos continuar lutando. A alteração do período de férias não nos atende. Alterar a disciplina do/a professor/a sem prévia concordância nos parece pretexto para demissão e demonstra a pouca preocupação do patronal com a qualidade da educação.

Outra aspecto é que queremos ter nossos direitos garantidos em caso de demissão. E para isso é imprescindível que as homologações sejam feitas no sindicato. Queremos nossa entidade sindical cada vez mais forte e combativa e assim não aceitamos a tentativa de enfraquecê-la.

A proposta de reajuste vai de 1% para 1,56%, enquanto o aumento das mensalidades foi entre 8% e 12%. Contra essas e outras propostas apresentadas hoje em negociação, nós continuaremos nosso movimento de greve. Os próximos dias serão decisivos para as nossas vidas! Agradecemos o apoio e o entendimento de toda a comunidade escolar. Contamos com vocês para a valorização da nossa profissão e para a melhoria da qualidade da educação.

Nova rodada de negociações será realizada às 14h30 desta sexta-feira, 27, entre representantes dos dois sindicatos. Já na próxima segunda-feira, dia 30, às 17h, outra assembleia está programada, também no espaço democrático da Assembleia Legislativa, quando avaliaremos os desdobramentos das negociações e decidiremos sobre os rumos do nosso movimento.

Todos/as lá, em greve! A luta continua! Diga não ao retrocesso!

Fonte: Sinpro-MG

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