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Educação: Presidente da CTB-PB denuncia pressão dos prefeitos contra a greve nacional

O presidente da CTB Paraíba, o sindicalista José Gonçalves, denunciou que diversos prefeitos e secretários de educação, estão pressionando os professores para não paralisarem suas atividades nos dias 14, 15 e 16 de março de 2012, na greve nacional da educação na luta pela implantação do piso nacional e 10% do PIB para educação.

Alguns gestores afirmam que já estão pagando o piso nacional aos profissionais do magistério, mas na opinião da CTB, eles estão pagando de forma proporcional, quando a lei afirma que o piso deve ser pago com carga horária de até 40 horas. “Caso os gestores municipais queiram pagar o piso de R$ 1.450,51 pode ser com a carga horária de 25 ou 30 horas, não sendo obrigatoriamente de 40 horas, como muitos impõem para prejudicar os professores que lecionam no estado e município ou em dois municípios”, frisou o mesmo.

O sindicalista destacou que todos os servidores públicos têm direito a participar de três assembleias por ano, para tratar da campanha salarial ou outro assunto de interesse da categoria e que não podem serem punidos, ameaçados pelos gestores municipais. “A nossa orientação é que os sindicatos caso confirmem o assédio moral, pressionando os professores para paralisar um dia ou não permitindo a paralisação dos três dias, entre com ações contra a prefeitura, contra a pessoa do prefeito, como também contra o secretário de educação do referido município, para que passem a respeitar a lei”, disse.

A Greve Nacional da Educação não tem apenas o obejtivo de defender o aumento salarial com a implantação do piso nacional, mas, as condições da educação na maioria dos municípios, onde não tem merenda escolar de qualidade, condições dignas de trabalho para os profissionais da educação, faltam transporte escolar de qualidade para os alunos, pois grande parte ainda são transportados em paus de arara, apesar de terem vindo os ônibus escolas, condições das escolas, especialmente na zona rural, que não tem sanitários, água potável, ventiladores, dentre outras necessidades básicas dos alunos e dos profissionais.

No sertão todos os sindicatos estão mobilizando os professores para a paralisação de três dias. Em Patos, o SINFEMP- Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais, estará realizando as 08:00 horas uma assembleia geral e em seguida sairão em caminhada pelas principais ruas da cidade, onde terão audiência com o prefeito Nabor Wanderley.

Fonte: CTB-PB


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