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Portuários de Angra dos Reis fazem ato na Capital

Os trabalhadores e trabalhadoras do Porto de Angra dos Reis vieram ao Rio de Janeiro nesta terça (15) para protestar contra a empresa TECHNIP, que insiste em não debater com a categoria sua pauta de reivindicações. Com dois ônibus fretados, os trabalhadores vieram ao Rio de Janeiro para exigir a abertura das negociações, emperradas desde julho do ano passado. O ato contou com a participação de diversas lideranças de categorias solidárias com a luta dos portuários de Angra dos Reis.

Presente na atividade, Ernâni Florêncio, Presidente do Sindicato dos Estivadores do Rio de Janeiro destacou que “é preciso que todos compreendam que o que ocorre hoje em Angra dos Reis não é um ato isolado, faz parte de um movimento integrado, cuja principal característica é a entrega do bem público aos interesses privados”.

Ernani destacou ainda que é necessário cobrar uma posição da Companhia Docas sobre a postura da TECHNIP que não quer operar cargas no Porto de Angra. Segundo o portuário carioca, é preciso investigar a fundo essa situação, pois a empresa abdica de disputar as cargas no mercado, e, fazer o Porto voltar a funcionar normalmente. O presidente da Sindicato dos Estivadores de Angra dos Reis, companheiro Jorginho, denunciou que a TECHNIP está a 9 anos sem operar cargas no Porto de Angra.

“Se a Technip não quer disputar cargas no mercado, não tem interesse em fazer o Porto funcionar que entregue a concessão para que a Companhia Docas realize uma nova licitação” – disse Jorginho.

O Presidente da CTB Rio de Janeiro esteve presente no ato e não só colocou a CTB à disposição da categoria como manifestou total apoio à luta feita pelos trabalhadores e trabalhadoras do Porto de Angra dos Reis.

“Angra dos Reis passa por um momento difícil, assim como o estado do Rio de Janeiro. Esse município sofre as consequências da inoperância do governo local em estar sintonizado com.o que ocorre na cidade. Já a algum tempo a economia de Angra dos Reis sente os efeitos da crise que passa o Estaleiro Brasfeld, que perdeu grande parte da sua capacidade de produção e reduziu enormemente o número de empregos motivada pela falta de obras e encomendas, principalmente da Petrobras. O comércio sente os efeitos dessa crise e inúmeras lojas fecharam as portas ultimamente. Com a ausência da atividade portuária a crise se aprofunda mais ainda. É necessário a união de todos em defesa do emprego e da urgente necessidade de resgatar o crescimento econômico da cidade. Sem fazer funcionar essas principais atividades econômicas, Angra vai se limitar a atividade turística, que é importante, mas insuficiente para fazer a economia girar e dar dinamismo a outras demandas da classe trabalhadora”, afirmou Paulo Sérgio.

CTB Rio de Janeiro

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