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Para não ganhar menos que o salário mínimo, teleoperadores fazem greve em Salvador

As trabalhadoras e os trabalhadores que atendem ao serviço 135 da Previdência Social continuam em greve. A paralisação iniciada no dia 2 de janeiro é motivada pela alteração unilateral imposta pela Tel Centro de Contatos de reduzir a jornada de trabalho, de 180h para 150h, e os salários, de R$ 957 para R$ 780, sem a anuência do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações da Bahia (Sinttel Bahia) e dos trabalhadores. 

Esses profissionais prestam atendimento telefônico aos segurados do INSS para agendamento de perícias médicas e concessão de benefícios como aposentadoria por idade ou tempo de serviço. 

A continuidade da greve foi decretada pela categoria em assembleia realizada pelo Sinttel Bahia, na tarde da quarta-feira (10). “A Tel se mantém intransigente e não senta à mesa de negociação com o sindicato, mas as trabalhadoras e trabalhadores prometem continuar firmes”, diz Marcos Pires, diretor administrativo e financeiro do sindicato.

Pires lembra que as discussões sobre a alteração de jornada e de salários foram iniciadas no mês de outubro, mas após diversas reuniões e audiências no Ministério Público do Trabalho, a empresa manteve a imposição de alterar o contrato contra a vontade da categoria.

“Quando fomos contratados, assinamos um contrato que previa o pagamento de um salário mínimo e recebemos esse valor durante anos. Não podemos ter os nossos salários reduzidos de acordo com a vontade da empresa. Como vamos honrar os nossos compromissos financeiros recebendo bem menos do que planejamos?”, questiona uma teleoperadora.

Portal CTB com informações da Assessoria de Comunicação do Sinttel Bahia

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