Palestra sobre integração latino-americana encerra seminário do CES-CTB

A palestra “Integração latino-americana no projeto de desenvolvimento” encerrou, nesta quinta-feira (14), o Seminário “A classe trabalhadora e o desenvolvimento nacional”, organizado pela Secretaria de Formação da CTB, em parceria com o Centro de Estudos Sindicais (CES).
 
Coube a Darc Costa, presidente da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da América do Sul e um dos mais importantes pensadores brasileiros da atualidade, conduzir a exposição. Para o professor, que doutorado em engenharia de produção, o Brasil precisa de um projeto bem definido para exercer seu novo papel na geopolítica mundial.
 
“Somos uma periferia, mas caminhamos para ser centro. Para isso, a periferia precisa estar organizada – daí a importância de um projeto nacional”, afirmou Costa, dando o exemplo de que, em meados do século 20, antes das duas grandes guerras, os Estados Unidos ainda não eram considerados um país central pela Europa.
 
Para o professor, o Brasil está definitivamente se tornando um país rico, apesar da quantidade de miséria que ainda o afeta. “Diante dessa situação é importante termos claro que não existe isso de ser rico e não ter poder. Temos que ter em conta que a América do Sul unida é a terceira maior economia do mundo, atrás apenas dos EUA e da China”, salientou.
 
Mudanças
 
Diante da série de desafios que o Brasil tem pela frente, o palestrante destacou a necessidade de recuperação do projeto de industrialização que o país já teve. “Entre 1930 e 1980, fomos a nação que mais cresceu no mundo, pois havia um projeto bem definido, que foi interrompido”, afirmou, citando a criação de instrumentos como a Petrobras, a Vale, a CSN, a Embratel, entre outros fatores que permitiram um grande salto.
 
“Precisamos de um cenário em que se a iniciativa privada não assume esse projeto, o Estado o realiza”, defendeu, citando a China como exemplo de nação que atua dessa forma.
 
Encerramento
 
Após o fim da exposição de Darc Costa, Wagner Gomes, presidente da CTB, encerrou a atividade destacando o trabalho realizado pelo CES e pela Secretaria de Formação da central. “Foi realmente um privilégio assistirmos a essas exposições nestes dois dias. Foi uma iniciativa de grande valor para todos”, afirmou.
 
De acordo com o dirigente, o Seminário é um exemplo claro de como o CES está consolidado, parabenizando a Augusto Petta, Carlos Rogério Nunes, Márcia Machado, Kátia Gaivoto, Sergio de Miranda, Celina Arêas e Gilda Almeida pelo trabalho que vem sendo feito à frente da entidade.
 
Portal CTB

A palestra “Integração latino-americana no projeto de desenvolvimento” encerrou, nesta quinta-feira (14), o Seminário “A classe trabalhadora e o desenvolvimento nacional”, organizado pela Secretaria de Formação da CTB, em parceria com o Centro de Estudos Sindicais (CES).

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Coube a Darc Costa, presidente da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da América do Sul e um dos mais importantes pensadores brasileiros da atualidade, conduzir a exposição. Para o professor, que doutorado em engenharia de produção, o Brasil precisa de um projeto bem definido para exercer seu novo papel na geopolítica mundial.

“Somos uma periferia, mas caminhamos para ser centro. Para isso, a periferia precisa estar organizada – daí a importância de um projeto nacional”, afirmou Costa, dando o exemplo de que, em meados do século 20, antes das duas grandes guerras, os Estados Unidos ainda não eram considerados um país central pela Europa.

Para o professor, o Brasil está definitivamente se tornando um país rico, apesar da quantidade de miséria que ainda o afeta. “Diante dessa situação é importante termos claro que não existe isso de ser rico e não ter poder. Temos que ter em conta que a América do Sul unida é a terceira maior economia do mundo, atrás apenas dos EUA e da China”, salientou.

Mudanças

Diante da série de desafios que o Brasil tem pela frente, o palestrante destacou a necessidade de recuperação do projeto de industrialização que o país já teve. “Entre 1930 e 1980, fomos a nação que mais cresceu no mundo, pois havia um projeto bem definido, que foi interrompido”, afirmou, citando a criação de instrumentos como a Petrobras, a Vale, a CSN, a Embratel, entre outros fatores que permitiram um grande salto. 

“Precisamos de um cenário em que se a iniciativa privada não assume esse projeto, o Estado o realiza”, defendeu, citando a China como exemplo de nação que atua dessa forma. 

Encerramento

Após o fim da exposição de Darc Costa, Wagner Gomes, presidente da CTB, encerrou a atividade destacando o trabalho realizado pelo CES e pela Secretaria de Formação da central. “Foi realmente um privilégio assistirmos a essas exposições nestes dois dias. Foi uma iniciativa de grande valor para todos”, afirmou.

De acordo com o dirigente, o Seminário é um exemplo claro de como o CES está consolidado, parabenizando a Augusto Petta, Carlos Rogério Nunes, Márcia Machado, Kátia Gaivoto, Sergio de Miranda, Celina Arêas e Gilda Almeida pelo trabalho que vem sendo feito à frente da entidade.

Portal CTB


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