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No Pará, jornada de Lutas com marca de lutas e unidade

As ruas de Belém tiveram um colorido especial no dia 14. Cerca de 2 mil pessoas com bandeiras e faixas cantando músicas e bradando por direitos sociais, redução da jornada de trabalho, por emprego, reforma agrária e urbana, ratificação das Convenções 151 e 158 da OIT, fim do superávit primário e mais investimentos em saúde, educação e moradia. Uma data que fica marcada pela combatividade e pela unidade, com a presença de CTB, CUT, NCST, Intersindical, Conlutas e MST. Além de dezenas de sindicatos e entidades sociais, como UNE, UAP, DCE’s, UBES, UESCP e UJS.

Em Belém, a organização do ato anunciou a presença de 2 a 3 mil manifestantes na longa caminhada que saiu de São Braz, às 10 horas e encerrou na Praça da República, às 13 horas, percorrendo toda Magalhães Barata, passando para a Avenida Nazaré e Governador José Malcher. Com a marca de combatividade, muitas bandeiras, faixas e militantes dos movimentos: sindical, estudantil, do campo e da cidade, mulheres, por moradia, partidos de esquerda e militantes sociais das mais diversas naturezas mantiveram a unidade nas bandeiras nacionais para o desenvolvimento do país.

Operários da Construção Civil e Marcha do MST engrossam a passeata

O ato transcorreu sem anormalidade, apenas um motorista tentou jogar um carro sobre uma manifestante, mas foi logo parada pelo comando do ato e pela polícia militar que acompanhava a caminhada o ato. No meio do caminho reforçaram a manifestação uma Marcha do MST e, logo a seguir centenas de operários da construção civil que realizavam atividades da campanha salarial.

Para Marcão, presidente da CTB PA, o movimento foi vitorioso, por unir as diferentes organizações sindicais no estado, em atividade unitária, combatividade e respeito às diferenças. Foi um ato que reforça a batalha pela aprovação do Projeto de Lei da redução da jornada de trabalho de 44h para 40h sem redução de salários, já aprovado por unanimidade na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados e que agora precisa ser votado e aprovado em plenário. O presidente da CTB PA Marcão afirmou ainda que esta data reforça a luta dos trabalhadores por ampliação de direitos e de combate á crise do capitalismo, apontando no rumo de uma sociedade socialista.

O líder do MST, Manassas, disse ainda: “o MST luta pela reforma agrária e se irmana na luta pelos direitos dos trabalhadores, do campo e da cidade e entende que n~]ao cabe à classe trabalhadora o pagamento por uma crise da burguesia”.

A luta contra a privatização da água e do saneamento (COSANPA) foi lembrada pelo representante da UJS – União da Juventude Socialista, Rodrigo Moraes, que denunciou a tentativa do prefeito de Belém, Duciomar, em querer entregar esses serviços públicos para exploração de empresas privadas e foi saudado pelos manifestantes com o coro de “Fora Duciomar”.

 

 

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