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No 1º de maio, Sindsaúde-CE reforça luta pela democracia e contra o golpe

O ato em Fortaleza neste domingo, 1º de Maio, foi promovido pela Frente Brasil Popular, que congrega vários movimentos sociais, centrais sindicais, categorias profissionais, partidos políticos e representantes de diversos setores, unidos contra o golpe e pela democracia. Mais de seis mil trabalhadores disseram “não” ao golpe e a Michel Temer e reforçaram a defesa da democracia e das conquistas sociais. A concentração foi na Avenida Leste-Oeste, nas proximidades do antigo kartódromo e da Escola de Aprendizes Marinheiros do Ceará. De lá, os manifestantes saíram em caminhada, rumo à Barra do Ceará, um dos maiores e mais populosos bairros de Fortaleza e também um dos mais belos cartões postais da capital cearense, com o encontro do Rio Ceará com o mar.

Durante a caminhada, os participantes gritaram palavras de ordem contra o golpe e em defesa da democracia. Centrais sindicais, lideranças ligadas aos movimentos sociais, parlamentares, representantes de partidos políticos e dos mais diversos setores se somaram à grande manifestação no 1º de maio contra o golpe.

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Ceará (Sindsaúde-CE) participou do ato, destacado em uma ala que, através de faixas, cartazes e teatro de improviso, denunciou a ameaça de direitos, como a terceirização sem limites, a mudança na CLT, com a prevalência de acordos em detrimento de direitos até então assegurados, além do fim da política de valorização do salário mínimo.

“Xô Golpistas” – dizia uma das faixas assinadas pelo Sindsaúde-CE, que também levou para o ato o trenzinho contra o golpe. Na encenação teatral, o grupo Trama de Teatro, mostrou as caras dos malfeitores Temer e Cunha que querem exterminar o futuro dos trabalhadores do Brasil, rasgando a Constituição Federal e a Carteira de Trabalho, com todas as conquistas realizadas.

“Nos últimos 14 anos, o Brasil conquistou a inclusão social de 40 milhões de pessoas, viu o trabalhador com mais comida na mesa, com reajustes reais anuais do salário mínimo e com filho na universidade, coisa que antes era direito exclusivo da Casa Grande, do filho do patrão. Se o golpe se confirmar, os direitos trabalhistas e o acesso à educação vão sofrer grandes riscos, nas mãos de Michel Temer e dos neoliberais do PSDB, que fizeram o que fizeram durante o governo FHC”, disse o deputado federal Chico Lopes, presente no ato.

“Aquele foi um governo de crise econômica muito maior do que a atual, de muitas demissões, desligamento de servidores, de desemprego em massa, de arrocho salarial, de privatizações, entrega do patrimônio público a preço de banana… Mas isso a maioria dos atuais comentaristas econômicos não diz. Parece que não lembram”, avalia.

O trabalhador precisa estar alerta e se manter firme na luta em defesa dos direitos e da democracia.

Fonte: Sindsaúde-CE

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