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Na ALEPA, CTB/PA participa do debate da reforma da Previdência

“QUERO VIVER DEPOIS DE TRABALHAR”
A Assembleia Legislativa do Estado do Pará – ALEPA, nesta segunda-feira (03/06), debateu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 06/2019), que trata da Reforma da Previdência do governo do presidente Jair Bolsonaro, em tramitação no Congresso Nacional.
A audiência pública foi uma proposição da deputada estadual Dilvanda Faro (PT) e coordenada pelo deputado Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, além da participação da deputada Marinor Brito (PSOL), tendo como exposições o auditor fiscal Antônio Catete, presidente do Sindicato do Fisco do Estado do Pará – Sindifisco/PA e da senhora Izabel dos Anjos, diretora da Fundação Perseu Abramo.
As Centrais Sindicais representadas manifestaram em plenário, como a CTB/PA, pelo seu presidente Cleber Rezende, a CUT/PA pelo secretário geral, Martinho Sousa e a INTERSINDICAL ma da Previdênciarepresentada pelo dirigente Beto Andrade, bem como a senhora Ângela Lopes, presidenta da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado do Pará – FETAGRI.
Para o presidente da CTB/PA, Cleber Rezende, “a desconstitucionalização do direito a aposentadoria (o que facilitará futuras mudanças na previdência), bem como o processo de capitalização/privatização, o aumento de idade mínima para homens e mulheres, o fim da acumulação de pensão por morte e o ataque ao programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) serão mudanças irreparáveis”.
O dirigente da CTB ainda afirmou que “devemos mobilizar a sociedade e a classe trabalhadora brasileira para a greve geral do dia 14 de junho contra está reforma nefasta e perversa aos trabalhadores e trabalhadoras e ao próprio Estado, em especial aos municípios paraenses e brasileiros”, visto que todos perdem receitas.
Ideia corroborada pelo auditor fiscal Antônio Catete, presidente do Sindifisco/PA, que ressaltou “a reforma previdenciária aprofundará a crise economia do país, sobretudo dos pequenos municípios”, e complementou “a reforma não é a solução do problema, os trabalhadores serão os mais prejudicados, terão que trabalhar muito mais tempo e ganhar muito menos”. O presidente Antônio Catete ainda socializou dados comparativos entre as transferências de recursos previdenciários aos municípios paraenses e as arrecadações próprias e de FPM, sendo em sua ampla maioria os recursos previdenciários superiores aos demais, demonstrando os danos futuros se aprovada à reforma em curso.

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