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Metroviários: choque de trens na Linha 15 é fruto de decisões erradas do governo

Em nota, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo denunciam que a política adotada pelo governo do Estado de São Paulo é a causa para a precarização, fragilidade e acidentes no ambiente de trabalho. Em protesto, a categoria reforçará o ato unitário da Praça da Sé desta quinta (31), a partir das 17h, unitário da Praça da Sé para denunciar os males da privatização e o crime ambiental em Brumadinho, Minas Gerais. 

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Para o Sindicato é fundamental que a categoria acompanhe a apuração do acidente na Linha 15. “O Sindicato reivindica que as CIPAs e os trabalhadores tenham acesso e participem de todo o processo de apuração e das soluções. Reivindicamos ainda que se adotem procedimentos de emergência que garantam segurança e tranquilidade dos trabalhadores e usuários. Ao mesmo tempo, é fundamental que se realizem estudos para a implantação de cabine de operador”, diz a nota.

Leia íntegra da nota:

Na noite desta terça-feira, 29/1, ao estacionar o trem M23 na Estação Jardim Planalto, este se chocou com o trem M22. O acidente só não foi mais grave graças a ação do Operador de Trem que, mesmo sem ter cabine, conseguiu a tempo abrir a tampa do console e acionar a emergência do trem, ainda assim se machucando devido ao impacto.

O Sindicato e população sempre defenderam que o Metrô seria o melhor sistema a ser construído ao invés do monotrilho. No entanto o governo estadual do PSDB embarcou nessa aventura contra todos os pareceres técnicos. Os problemas atuais são consequências amargas dessa decisão que atendeu interesses escusos.

Preliminarmente há indícios de que o problema tenha relação com a precipitada inauguração de estações na Linha 15, as várias denúncias das falhas nos sistemas de CBTC e a imprudente inexistência das cabines de Operador de Trem. Essa situação pode se agravar com o anúncio de redução de investimentos no Metrô no orçamento aprovado pelo governo Doria para o ano de 2019.

O Sindicato reivindica que as CIPAs e os trabalhadores tenham acesso e participem de todo o processo de apuração e das soluções. Reivindicamos ainda que se adotem procedimentos de emergência que garantam segurança e tranquilidade dos trabalhadores e usuários. Ao mesmo tempo, é fundamental que se realizem estudos para a implantação de cabine de operador.

Sindicato dos Metroviários de São Paulo

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