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Metalúrgicos do Rio fecham acordo coletivo com manutenção total de direitos

O Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro conseguiu, através da negociação com o patronato, fechar o acordo coletivo 2017-2018 com manutenção de todos os direitos trabalhistas. No acordo com o Grupo-19, o aumento será de 3% no piso salarial e 2% no salário. Esse aumento também vale para o Sindirepa.

O índice garante o aumento real para todos os metalúrgicos dessa base. Além disso, na SPG elevadores e Rassini, onde houve luta e mobilização, o reajuste foi ainda maior. Para o setor naval, que se encontra praticamente falido no Rio de Janeiro, o reajuste será de 1,63%, garantindo a reposição total da inflação e também sem qualquer retirada de direitos.

A manutenção das cláusulas sociais, sem nenhum recuo, é uma importante conquista neste momento de ataque aos direitos dos trabalhadores. O Sindimetal-Rio fez uma campanha aguerrida como resposta ao ano de crise no setor, percorrendo empresas e mobilizando trabalhadores por meses antes da conclusão das negociações.

A reforma trabalhista programada para entrar em vigor no dia 11 de novembro vai afetar duramente a classe trabalhadora. Por isso, na mesa de negociação, a direção do Sindicato reforçou a posição de não ter qualquer retirada das cláusulas sociais. Não aceitaram, por exemplo, a volta do banco de horas como alternativa ao pagamento de hora extra. 

Vale lembrar que esse acordo foi fechado em um momento de baixa inflação, que ficou em 1,63% no período de setembro de 2016 a outubro de 2017. Ou seja, o reajuste garante aumento real, enquanto em boa parte das campanhas salariais país, a categoria tem fechado somente com a inflação. A Rassini, em São Paulo, fechou com 1,73%. Nos Correios, o valor foi de 2,07% depois de vários dias de greve. Em Macaé, Rio das Ostras e Casemiro de Abreu, o acordo dos metalúrgicos foi de 1,83%. Em Betim (MG), o índice foi de 1,63%.

A campanha salarial ocorreu diante de uma realidade econômica difícil, com muitas empresas fechando ou demitindo. O congelamento total de investimentos por parte da Petrobras, que é a maior compradora do setor, quebrou toda a cadeia produtiva, e o Rio de Janeiro vive uma crise ainda maior, com o Estado sem capacidade para investir, com atrasos de salários constantes.

“Mesmo diante deste cenário, conseguimos fechar um importante acordo coletivo. Mas continuamos na luta para impedir que a reforma trabalhista prejudique os trabalhadores. Não aceitaremos retrocessos!”, escreve o Sindimetal-Rio.

Portal CTB, com informações do Sindimetal-Rio

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