Máfia da merenda e violência policial motivam pedido de impeachment contra Geraldo Alckmin

O empresário Felipe Gini protocolou um pedido de impeachment contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), na Assembleia Legislativa (Alesp) nesta terça-feira (1º).

“O pessoal, quando viu do que se tratava, se reuniu e começou a falar ‘meu deus, finalmente!’”, disse Gini ao site Brasil 247.

O pedido acusa o governador de desrespeitar o direito à livre manifestação ao reprimir manifestações de estudantes contra a chamada “reorganização escolar” no ano passado.

Acusa também o governo estadual de estar promovendo uma “reorganização disfarçada” com o fechamento de salas de aula, desrespeitando ordem judicial.

A presidenta da União Paulista de Estudantes Secundaristas (Upes), Ângela Meyer, apoia o pedido de impeachment e denuncia mais um ato de truculência policial ocorrido ontem na Alesp contra estudantes.

Depois de uma provocação do deputado estadual Coronel Telhada (PSDB), os estudantes responderam e a “Polícia Militar recebeu ordem de expulsar os manifestantes e o fez com a habitual truculência”, diz Ângela. “Estamos vivendo uma ditadura militar?”

Cadê a merenda?

De acordo com ela, dois secundaristas foram detidos e encaminhados para a Delegacia, “por se posicionarem a favor de uma investigação sobre as acusações de superfaturamento e distribuição de propina no caso conhecido como ‘máfia da merenda’”.

A líder estudantil conta ainda que inúmeros colégios ainda estão com cartazes afixados na porta, pedindo que os pais mandem lanches para seus filhos, pois não há merenda no local.

As investigações da Operação Alba Branca, feita pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do estado já chegaram a denúncias contra diversos integrantes do primeiro escalão do governo Alckmin. Entre os denunciados está inclusive o presidente da Alesp, Fernando Capez.

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A torcida organizada do Corinthians, Gaviões da Fiel, também entrou na briga e tem levado aos estádios faixas sobre a questão, além de atacar a exclusividade da Rede Globo nas transmissões de futebol.

Sobre a merenda cantam: “Eu não roubo merenda. Eu não sou deputado. Trabalho todo dia. Não roubo meu estado”. Veja vídeo abaixo:

 

Os estudantes denunciam que em vez de “arroz e feijão” o lanche nas escolas estaduais tem sido de bolachas e suco artificial.

Menos educação

A Apeoesp (sindicato dos professores da rede de ensino público de São Paulo) afirma que o estado já conta com 1.363 salas de aula a menos neste ano.

O que, segundo a entidade, vem provocando superlotação das classes, enquanto os estudantes denunciam dificuldades para encontrar vagas em escolas perto de suas casas.

Um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito tramita na Alesp, mas ainda não conseguiu assinaturas suficientes.

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Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

 

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