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Luiza Bezerra: Juventude de todo o mundo, uni-vos!

A crise do capitalismo já dura 10 anos e atinge de maneira mais pesada a juventude e as mulheres. Prova disso são as elevadas taxas de desemprego, subemprego e informalidade entre essa parcela da população, realidade observada em quase todas as regiões do globo. Nesse cenário, é essencial que a juventude mundial consiga se reunir para debater seus problemas, organizar-se e preparar ações conjuntas a fim de enfrentar o difícil momento que vivemos.

Nos últimos meses, a juventude da CTB participou de dois importantes eventos internacionais organizados pela Federação Sindical Mundial (FSM). O 4º Encontro da Juventude da FSM do ConeSul ocorreu na Argentina e teve a participação de mais de 400 delegados da região. A CTB levou uma delegação composta por 40% de jovens mulheres. O 3º Congresso da Juventude da FSM ocorreu na Itália. Na atividade a CTB indicou o nome de uma jovem mulher para compor o secretariado de Juventude da federação.

Para além de serem importantes espaços de formação da Juventude também é uma oportunidade de intercambiar com as realidades de outros países, conhecendo suas lutas e demandas, bem como denunciar o desmonte do Estado brasileiro e os ataques que a classe trabalhadora vem sofrendo em nosso país. O golpe no Brasil e a aplicação de uma agenda ultraliberal preocupam ainda mais quando percebemos que estamos adentrando num novo ciclo na região, de cunho conservador e anti-povo. Isso exige ainda mais unidade de ação por parte dos movimentos populares latino-americanos.

Não é surpresa o governo liberal de Macri na Argentina querer implementar uma reforma trabalhista muito parecida com a aprovada no desgoverno de Temer. Aumentar o lucro de grandes empresas privadas através da redução de direitos dos trabalhadores virou rotina ao redor do mundo. Reformas muito semelhantes já estão em vigor em países como França, Espanha e Portugal. Nesses países, diversos indicadores confirmam que tais medidas foram prejudiciais para as suas populações e, mesmo os adeptos à receita neoliberal, já fazem ressalvas a uma política tão severa de desmonte dos direitos. Como podemos ver, as grandes empresas e bancos se articulam de maneira internacional e jogam peso a fim de aplicar uma agenda de retirada de direitos que apenas beneficia os detentores de capital. É por isso que a classe trabalhadora precisa também se organizar em esfera mundial, em especial a juventude e as mulheres por serem as que mais sofrem com as mudanças nas leis trabalhistas.

*Luiza Bezerra é Secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

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