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Greve nos bancos se fortalece no estado

Em Sergipe, o Sindicato dos Bancários segue a orientação do Comando Nacional da categoria e mantém fortalecida a greve nos bancos.

De acordo com a presidenta do sindicato, Ivânia Pereira, até agora a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sequer sinaliza com uma nova rodada de negociação. Hoje (26), em São Paulo, segundo a sindicalista, o Comando Nacional dos Bancários se reunirá, em São Paulo, na sede da Contraf. No final desta tarde, os dirigentes do Seeb-SE também estarão reunidos para avaliar a greve e definir novas estratégias e mobilizações.

Das mobilizações, em Sergipe, na semana passada, os sindicalistas renovaram os cartazes da greve nas portas dos bancos e afixaram panfletos divulgando o número 0800-7728050, para que a população também possa se manifestar sobre os impactos da greve e cobrar da Fenaban a apresentação de proposta capaz de por fim à paralisação.

Dia Nacional de Luta

Na última quinta (22), os bancários participaram do Dia Nacional de Luta em defesa dos Direitos da Classe dos Trabalhadores e Contra as Reformas Trabalhistas e Previdenciárias. No último dia 20, como parte da mobilização local, o Seeb-SE realizou a 2ª Passeata “Só a Luta Te Garante” e fez ato na porta da agência Estilo do Banco do Brasil. Nesse dia, os bancários panfletaram no centro comercial de Aracaju para reforçar as explicações sobre as dificuldades existentes nas negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban.

Greve histórica

“A greve nos bancos deste ano apresenta envolvimento, recorde, de agências e postos de trabalho bancário. Até a última sexta-feira, 23, em todo o país 3.385 agências e 40 centros administrativos paralisaram suas atividades em repúdio ao descaso dos banqueiros. O número de adesão ampliou para 57% do total de agências. Em Sergipe, a greve permanece em 197 agências”, avalia Ivânia Pereira.

A Campanha Nacional dos Bancários 2016/20167 deu inicio no dia 9 de agosto, com a entrega da pauta de reivindicações aos bancos. Porém, depois de oito rodadas de negociações, a Fenaban não apresentou proposta que contemple as reivindicações dos trabalhadores. A greve foi deflagrada no dia seis de setembro.

“Na nossa campanha salarial, reivindicamos aumento real de salários, garantia de empregos e melhores condições de trabalho. Mesmo trabalhando no setor mais lucrativo da economia, a categoria foi empurrada para uma greve, graças à ganância sem medidas dos bancos, que oferecem apenas 7% de reajuste, o que não cobre nem a inflação do período. A proposta foi rejeitada pelos bancários, que sabem que os bancos têm plena condição de aumentar os salários dos trabalhadores, pois lucraram quase R$ 30 bilhões apenas nos seis primeiros meses de 2016, frutos de altas tarifas, juros exorbitantes e muito empenho dos empregados”, afirma um dos trechos do material informativo.

Principais reivindicações dos bancários

Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.
PLR: 3 salários mais R$8.317,90.
Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.
13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
Proposta dos bancos rejeitada na mesa de negociação
Reajuste de 7% (representa perda de 2,39% para os bancários em relação à inflação de 9,62%).
Abono de R$ 3.300,00 (parcela única, não incorporado aos salários).
Piso portaria após 90 dias – R$ 1.474,05.
Piso escritório após 90 dias – R$ 2.114,43.
Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.856,31 (salário mais gratificação, mais outras verbas de caixa).
PLR regra básica – 90% do salário mais R$ 2.163,31, limitado a R$ 11.605,13. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 25.531,27.
PLR parcela adicional – 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 4.326,63.
Antecipação da PLR – Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva. Pagamento final até 02/03/2017. Regra básica – 54% do salário mais fixo de R$ 1.297,99, limitado a R$ 6.963,08 e ao teto de 12,8% do lucro líquido – o que ocorrer primeiro. Parcela adicional equivalente a 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2016, limitado a R$ 2.163,31.
Auxílio-refeição – R$ 31,71.
Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 525,96.
Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 422,33.
Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) – R$ 361,30.
Vale-Cultura R$ 50 (mantido até 31/12/2016, quando expira o benefício).
Gratificação de compensador de cheques – R$ 164,12.
Requalificação profissional – R$ 1.444,18.
Auxílio-funeral – R$ 966,02.
Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto – R$ 144.500,53.
Ajuda deslocamento noturno – R$ 101,15.

 Déa Jacobina – Seeb-SE

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