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Greve de educadores e educadoras no Paraná já começa com adesão recorde nesta segunda (17)

Os profissionais da educação da rede pública estadual do Paraná iniciaram esta segunda-feira (17) com os braços cruzados contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/16 e também contra os projetos enviados à Assembleia Legislativa do estado pelo governador Beto Richa (PSDB) que prejudicam os servidores públicos.

“Normalmente as paralisações aqui no estado começa com adesão de 30% a 40% da categoria e desta vez já iniciamos com mais de 50% dos professores parados. Isso mostra que o movimento já nasce com muita força porque o descaso com a educação já passou de todos os limites no país com esse desgoverno e no Paraná com o autoritarismo do governador”, diz Francisco Manoel de Assis França, o professor Kico, da CTB-PR Educação.

Os professores e professoras decidiram a greve por tempo indeterminado em assembleia da categoria na quarta-feira (12). A APP-Sindicato dos Professores do Paraná informa que procurou o diálogo com a Secretaria Estadual de Educação, mas até o momento não conseguiram estabelecer diálogo.

De acordo com o professor Kico, o governador Richa se nega ao diálogo e inclusive decretou recesso nas escolas ocupadas no estado. “Medica inócua, porque não freará o movimento, assim como nós educadores, os jovens também estão defendendo o direito constitucional à educação pública de qualidade paar todos e todas”.

Uma das reivindicações dos educadores e educadoras é o pagamento da última parcela do reajuste do ano passado, a parcela de janeiro e não paga até o momento. O governador defende que com as medidas do desgoverno Temer, ele não tem mais esse compromisso.

Porém, diz Kico, “quando assinamos o acordo para encerrar a greve do ano passado, o governador deu a sua palavra de que cumpriria o acordo, assim como nós demos a nossa e encerramos a paralisação”, conta.

O professor afirma também que ocorreram 31 seminários no estado sobre a reforma do ensino médio “e o 32º foi cancelado porque todos os anteriores se posicionaram contra a MP 746”, diz Kico.

Pauta da greve

Na pauta de reivindicações desta greve está a retirada das emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o pagamento das dívidas com os (as) educadores (as). Confira a pauta completa:

Retirada da Mensagem 043/2016 da Assembleia Legislativa;
Pagamento das progressões e promoções;
Equiparação dos salários dos (as) funcionários (as) Agente 1 ao piso mínimo regional;
Reajuste do auxílio transporte para os (as) funcionários (as) PSS;
Retirada da falta do dia 29 de abril de 2016;
Pautas Nacionais – revogação da MP 746, rejeição da PEC 241 e do PLS 54 (PL 257 aprovada na Câmara), não à reforma da previdência.

Calendário da Greve

Desde o dia 12 de outubro – organização dos comandos de greve e mobilização em todas as cidades do Estado.
13 de outubro – Debate sobre a MP do ensino médio, organizado pela Seed, nos Núcleos Regionais de Educação. Haverá representação da APP indicado contrariedade ao debate limitado proposto pelo governo.
14 e 15 de outubro – Vigília e mobilização junto aos deputados e deputadas estaduais.
17 de outubro – Início da greve geral dos trabalhadores e trabalhadoras da educação pública estadual.
18 de outubro – Debate público sobre Ensino Médio no Centro Cívico, em Curitiba (com indicação de debates públicos pelo interior).
19 de outubro – Reunião do FES com o governo. Concentração em Curitiba e Região Metropolitana. Reunião com o comando estadual de greve para avaliar a convocação de uma assembleia estadual.
25 de outubro – Ato estadual do FES.
11 de novembro – Greve Nacional Unificada.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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