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Governo do Rio reprime com violência ato dos servidores públicos

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, em conjunto com a Presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), transformou o centro da cidade numa praça de guerra na tarde desta terça-feira (6). Os policiais militares agiram com extrema truculência junto aos servidores estaduais. Os trabalhadores, unificados junto ao MUSPE (Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais), tentavam acompanhar a votação do pacote de maldades do Governador e protestavam contra as medidas que colocam a crise na conta da classe trabalhadora.

A repressão policial teve início por volta das 13h, e durou mais de três horas. Por volta das 16h30, o tumulto ganhou contornos de batalha campal, tomando conta das principais vias da cidade e espalhando cenas de terror pelo centro do Rio de Janeiro. O nível de repressão foi tamanho que a Polícia Militar chegou a usar atiradores de longa distância instalados em igrejas e até mesmo o famoso blindado conhecido como “Caveirão” – tudo na ânsia de dispersar os trabalhadores e impedir o livre direito à manifestação. O Secretário de Finanças da CTB-RJ, Mário Porto, fez duras críticas à repressão aos trabalhadores:

“Mais uma vez a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a mando do Presidente da ALERJ, Jorge Picciani, exagera na truculência com os servidores. O ato transcorria na mais total tranquilidade quando a polícia começou a atirar balas de borracha e bombas sobre os servidores que estavam reivindicando seu direito de assistir às votações nas galerias da ALERJ. Para se ter ideia do nível de exagero cometido pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, foram colocados atiradores em pontos estratégicos, inclusive em cima do telhado da Igreja, com mira de longo alcance, para atingir os principais dirigentes do movimento. Esse é o Estado que o senhor governador quer, juntamente com o Presidente da ALERJ. Um Estado em que a pessoa aguente calada e não tenha como reivindicar seus direitos. É um estado lastimável, uma verdadeira situação de guerra que se encontra na ALERJ, mas nós seguimos aqui e iremos resistir até a vitória.”

A Arquidiocese do Rio afirmou à setores da imprensa que vai apurar a invasão da Polícia Militar na Igreja São José durante o ato de servidores estaduais no Centro.

Da CTB-RJ

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