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Funcionários da USP entram em greve por tempo indeterminado; estudantes apoiam

Em assembleia em frente à reitoria do Universidade de São Paulo, o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) decidiu na manhã desta quinta-feira (5) iniciar uma greve por tempo indeterminado. Os trabalhadores da universidade decidiram por cruzar os braços na companhia de estudantes, de que se mostraram igualmente favoráveis ao enfrentamento com o reitor Marco Antonio Zago.

Na pauta, os sindicalistas pedem o reajuste salarial devido do ano de 2016, baseado em cálculos do DIEESE, além de uma reposição de 3% por perdas anteriores. Além da disputa da daba-base, a categoria se coloca contrária à entrega do Hospital Universitário ao Hospital das Clínicas, à terceirização dos restaurantes da cidade universitária, ao fechamento das creches e à extinções de funções essenciais para a manutenção do campus. Exige também a contratação de novos funcionários, cujos números vêm diminuindo.

A pauta unificada já foi protocolada na reitoria e contou, na ocasião, com um grande ato público de funcionários e estudantes. A indignação dos funcionários e estudantes da USP era expressa em cada fala. Estavam presentes também os estudantes e professores da Escola de Aplicação, que sofrem com a falta professores, assim como materiais primários.

Perseguição ao sindicato

O reitor Zago tomou diversas atitudes, desde o início do ano, para cercear a manifestação dos funcionários da USP. Indicado a dedo pelo governador Geraldo Alckmin, o reitor inicialmente proibiu o Sintusp de espalhar faixas e cartazes pela cidade universitária. Meses depois, já sofrendo oposição severa dentro do campus, moveu 3 processos judiciais diferentes contra diretores do sindicato e, em seguida, emitiu ofício notificando que o Sintusp deveria abandonar sua sede (espaço que ocupam há 50 anos), ameaçando medidas judiciais de reintegração de posse no caso de descumprimento.

Mais recentemente, implantou bloqueios em todas as vias de acesso à reitoria com caminhões pipas, ônibus e viaturas.

Com informações do Sintusp

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