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Fetag-RS debate saídas para crise do leite

O baixo preço pago ao produtor de leite, que sequer cobre o custo de produção, motivou a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), através de sua Comissão Estadual do Leite, a realizar no dia 14 de dezembro plenário e reunir diversas entidades ligadas à cadeia produtiva e autoridades para encontrar saídas à crise leiteira.

Entre as lideranças presentes estava os secretários Odacir Klein e Tarcísio Minetto, respectivamente da Agricultura e do Desenvolvimento Rural da entidade que alertaram haver produtor de leite em Tupanciretã recebendo R$ 0,80 e na maioria do Estado o valor fica na faixa de R$ 1,00. Embora seja difícil generalizar, o custo para produzir um litro de leite está acima deste patamar.

Uma nota conjunta aprovada pelos participantes pede ao governo federal a compra pública de 30.000 toneladas de leite em pó do Rio Grande do Sul, a imediata suspensão da importação de produtos lácteos de outros países para a discussão de cotas e  o rebate de 30% para a amortização das parcelas dos custeios e investimentos no qual a produção de leite seja a atividade indicada para o pagamento.

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O presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, enfatizou que a crise atual é agravada pelo fato de que há alguns anos o setor já vem enfrentando. “Agora, ela chega ainda com mais força, pois o custo de produção é mais alto”, justificou. Pedrinho Signori, secretário-geral da Fetag-RS, fez questão de pedir a diversas lideranças, de diferentes regiões do Estado, que se manifestassem e revelassem o sentimento das bases.

A primeira manifestação foi de Nelson Della Valli, presidente do STR de Santa Rosa, afirmando que os produtores da Grande Santa Rosa estão recebendo das indústrias menos de R$ 1,00 pelo litro. Já Renato Goerck, presidente do STR de Santa Cruz do Sul, lembrou que embora o carro-chefe na região seja fumo, a cadeia do leite também está inserida na economia local.

Em 2017, havia 325 produtores de leite e de lá para cá mais de 100 já desistiram. Em agosto eles receberam pelo litro R$ 1,35 e em novembro caiu para R$ 1.03. “Essas pessoas têm toda uma estrutura montada e precisam de saídas. Se continuar neste ritmo, inclusive sem saber o que ganharão em dezembro, certamente, a desistência vai aumentar”, garantiu Joel.

Márcio Langer, presidente do STR de Roque Gonzales, revelou que uma grande aflição será a perspectiva pós-dezembro, uma vez que o produtor terá muitas dificuldades para fechar as contas.    

Fonte: Fetag RS

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