Fetag-RS celebra seus 50 anos com festa, ato político e sorteios

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Neste domingo (6), a Fetag-RS (Federação dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul) comemora 50 anos. Segundo o tesoureiro da entidade e secretário de Política Agrária da CTB, Sérgio Miranda, a Fetag gaúcha nasceu para aglutinar os trabalhadores rurais do estado em torno das questões mais importantes que afetam a vida do homem no campo. A festa acontecerá no Pavilhão Internacional do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, a partir das 8 horas.

Estarão presentes nas comemorações, diversas lideranças sindicais do estado. Além das festividades, haverá um ato político com a presença confirmada do governador Tarso Genro e de lideranças políticas locais de vários partidos. “Como as festas começarão pela manhã, esperamos ao longo dia, cerca de 3 mil trabalhadores e todos os sindicatos filiados a nós”, estima o tesoureiro da Fetag-RS.

Segundo ele, a principal reivindicação dos rurais gaúchos atualmente concentra-se na questão da agricultura familiar. Esse tipo de produção já é responsável no país pela produção de 70% do feijão, 87% da mandioca, 38% do café, 46% do milho, 34% do arroz, 59% dos suínos, 50% das aves, 30% da carne bovina e 58% do leite produzidos no Brasil. “Hoje em nosso estado lutamos para fortalecer e valorizar a agricultura familiar, que já representa a maior parte da produção agrícola gaúcha”, assegura Miranda.

Ele conta que a entidade começou aglutinando oito sindicatos das cidades de Porto Alegre, Taquari, Veranópolis, Caxias do Sul, Antônio Prado, Santa Rosa, Torres e Farroupilha em 1963. Então criaram a Federação dos Pequenos Proprietários e Trabalhadores Autônomos do Rio Grande do Sul. O nome atual ficou estabelecido em 1965. “Nessa época, os debates giravam em torno de estender os direitos trabalhistas aos trabalhadores rurais, que não tinham nenhum”, relata o dirigente sindical.

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Uma das maiores bandeiras levantadas pela entidade, refere-se à questão da habitação rural, por isso foi criada a Cooperativa Habitacional da Agricultura Familiar– questão que sempre mobilizou muito as mulheres. Elas passaram a se organizar com mais força em 1970, mas somente 15 anos depois seria criada a Comissão Estadual de Mulheres Trabalhadoras Rurais. E daí as mulheres não pararam mais. Nesse mesmo ano, Maria Helena Baumgarten foi primeira a fazer parte da direção executiva da entidade. 

Com o fim da ditadura em 1985, a organização sindical conseguiu mobilizar com mais eficiência os trabalhadores. Teve início nessa época no Rio Grande do Sul a campanha em defesa da agricultura familiar. “Nos últimos dez anos tivemos muitas conquistas na agricultura familiar, mas ainda precisamos avançar mais”, defende Miranda. Mas foi com a Constituição de 1988 que os rurais tiveram o reconhecimento como trabalhadores e conquistaram os benefícios que o restante da classe trabalhadora já possuía.

As mudanças políticas e sociais no país se confundem com a história das lutas do trabalhador do campo e a Fetag-RS marcou presença em todas as principais questões sobre a questão da terra no estado e no Brasil.

Programação:

8 horas – Abertura do portão 7

9h30min – Abertura Oficial

Bênção

Homenagens

Lançamento Revista dos 50 anos.

12 horas – Almoço

13 horas – Show

Sorteio – carros, tratores, casa (mat. Const. R$ 28 mil) e poupanças;

Show

17 horas – Encerramento

Portal CTB, com informações da Fetag-RS

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