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Estudantes ocupam 71 escolas no Rio e precisam do apoio da população para resistir

Os estudantes secundaristas do Rio de Janeiro iniciaram um movimento de ocupação de escolas, semelhante ao ocorrido em São Paulo no ano passado e Goiás neste ano, para protestar contra o descaso com a educação pública estadual.

Além dessa causa, os jovens também prestam solidariedade aos professores em greve desde o dia 2 de março. Em 6 de abril, todos os servidores públicos estaduais do Rio aderiram à greve.

De acordo com a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a primeira ocupação estudantil ocorreu em 21 de março. Pouco mais de um mês depois já estão ocupadas 71, entre as 1.285 escolas fluminenses. As ocupações já atingem 23 municípios.

A presidenta da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (Ames-RJ), Isabela Queiroz, “a pauta é por condições dignas de trabalho para professores e funcionários que estão sem receber, contra os cortes de verbas na educação”.

Os alunos se organizam em comissões de limpeza, alimentação, mídia, segurança, entre outras. “A auto-organização estudantil gera impacto e mudanças dentro das instituições, com limpeza dos banheiros e mesas e ações diferenciadas, como a prática de esportes”, diz Isabela.

“Nós, estudantes, temos reivindicações como eleições diretas para diretor, gestão democrática, passe livre irrestrito, abolição do Sistema de Avaliação da Educação (SAERJ), a melhoria da infraestrutura, além de nos manifestarmos em apoio à greve dos professores”, declara a presidenta da Associação Petropolitana de Estudantes (APE), Carol Chiavazzoli.

Os secundaristas pedem apoio da população

Eles dizem que precisam de alimentos, produtos de limpeza e de higiene pessoal. Algumas ocupações também aceitam doação de aulas para auxiliar na formação de um calendário de atividades. Saiba como ajudar pelas páginas das instituições ocupadas no Facebook (cada escola tem a sua).

Também podem colaborar através da página no Facebook do movimento Escolas em Luta no RJ. De acordo com os estudantes, a participação de toda a sociedade fortalece a resistência e a defesa de uma educação pública de qualidade.

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) afirma que o apoio dos estudantes tem sido essencial para o fortalecimento da greve e denuncia que “as condições de trabalho nas escolas vêm se deteriorando” cada vez mais.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com Ubes e Sepe-RJ

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