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Educadoras e educadores paulistanos decidem manter a greve contra Doria e Temer

Em ato público em frente à sede da Prefeitura de São Paulo, cerca de 8 mil trabalhadoras e trabalhadores da rede municipal de educação, decidiram manter a greve iniciada no dia 15 – Greve Geral Nacional da Educação -, comandada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

“Estamos em greve contra as reformas do governo golpista, porque não queremos perder nossos direitos, nossa aposentadoria. Mas também queremos melhores condições de trabalho e salários compatíveis com as nossas responsabilidades”, afirma Teresa Chiappim, a Teca, da CTB Educação-SP.

Ela explica que além das reformas pretendidas pelo governo federal, as trabalhadoras em educação de São Paulo também combatem o projeto de lei 621/2016, que visa criar um
Regime de Previdência Complementar, conhecido como Sampaprev.

“Estamos nas ruas também contra a terceirização ilimitada, aprovada recentemente no Congresso. Essa terceirização prejudica os nossos direitos e pode nos deixar sem uma aposentadoria decente”, diz a sindicalista.

Além de todas essas reivindicações, as educadoras paulistanas querem melhores condições de trabalho, com mais estruturas e segurança nos arredores das escolas e também melhores salários.

“Ainda lutamos contra a reforma do ensino médio que retira a qualidade da educação pública e retira o sonho de ingressar no ensino superior dos filhos e filhas da classe trabalhadora”, reforça Teca.

As educadoras e educadores presentes ao ato, decidiram pela continuidade da greve após a comissão sair da reunião com representantes da administração e informar que foi entregue a pauta de reivindicações, que será analisada, mas ainda não houve nenhuma resposta.

A decisão pela continuidade da paralisação foi quase unânime, assim como a adesão ao Dia Nacional de Paralisação, na sexta-feira (31), “contra as reformas que cortam conquistas da classe trabalhadora”, finaliza Teca.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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