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Dia Mundial do Meio Ambiente: biodiversidade brasileira desperta a gana de multinacionais

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, capital da Suécia, em 1972.

O dia 5 de junho foi escolhido para coincidir com a realização dessa conferência e para destacar as questões ambientais em todo o planeta. “É muito oportuno refletirmos sobre essa data e a preservação ambiental”, diz Rosmarí Malheiros, Secretária de Meio Ambiente da CTB.

Ela se posiciona contra os projetos do governo federal de diminuir as áreas de proteção ambiental. “Essa proposta visa gerar lucros para os grandes proprietários de terras. Em contrapartida, o governo deixa de investir na agricultura familiar que produz alimentos saudáveis”, reforça.

arte ctb meio ambiente

Isso porque a agricultura familiar responde por 70% da produção de alimentos no país. “A agricultura familiar sempre defendeu a produção de alimentos em equilíbrio com o meio ambiente, de forma sustentável, preservando as nossas riquezas naturais”, afirma.

Além de políticas de incentivo à agricultura familiar, Malheiros defende a implantação de políticas públicas que possibilitem a exploração dos recursos naturais do solo e subsolo brasileiros, sem prejuízo para a natureza.

“O Brasil possui a maior biodiversidade do mundo e esse governo vem facilitando a entrada de empresas estrangeiras em nosso território, sem nenhum compromisso com o meio ambiente e com a classe trabalhadora”, assinala.

Ouça “As Forças da Natureza” (1977), de João Nogueira e Paulo César Pinheiro. Canta Clara Nunes

Para a agricultora familiar e sindicalista maranhense, Rosmarí Malheiros, o Brasil regride nas políticas ambientais sem se preocupar com o desmatamento da Floresta Amazônica, que cresceu 29% de 2015 para 2016, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Além disso, ela lembra que já se permite a venda de terras para grupos estrangeiros e isso faz aumentar a violência contra os povos indígenas, principalmente onde falta demarcação de suas terras, porque “querem explorar as nossas riquezas sem nenhuma preocupação com a sustentabilidade”.

Prova do descaso com o meio ambiente no país, segundo Malheiros, está na proposta de venda do Aquífero Guarani – um dos maiores do planeta com uma área de 1.200.000 km². “As multinacionais que tratam a água como mera mercadoria, sem se preocupar com a qualidade da vida das pessoas”.

Para ela, “a utilização de nossos recursos naturais deve ser de responsabilidade do Estado, levando-se em conta as necessidades das trabalhadoras e trabalhadores e a preservação ambiental”.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Blog Terra e Prosa

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