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Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha

O dia 25 de julho de 1992 entrou para o calendário das lutas internacionais de combate ao racismo e a discriminação da mulher negra na America Latina e no Caribe durante o I Encontro de mulheres Afro-Latinas Americanas e Afro-Caribenhas.

Essa data instituída durante o encontro realizado em Santo Domingos (República Dominicana) simboliza todo o empenho do movimento internacional de combate ao racismo para “desnaturalizar” as condições desiguais e por vezes sub-humanas de vida, saúde  e trabalho dessa parcela da população. Após o fim da escravidão foi relegada as margens da sociedade que já trazia em sua historia as marcas de um capitalismo subdesenvolvido e de maximização da exploração e do empobrecimento da população não branca.

As mulheres dessa parte do mundo ainda são vistas como produtos a serem comercializadas hora na base econômica do mercado de trabalho e hora expostas e “coisificadas” na mídia como objetos de consumo.

Vale lembrar que é preciso ainda muita luta para superar os graves problemas sociais e doenças típicas dessa população tais como: anemia caliciforme, câncer de colo do útero, mortalidade precoce dos doentes falciformes e ainda falta de oportunidade de ingresso na universidade e nos postos de trabalho com uma melhor remuneração.

É preciso continuar pleiteando o direito da mulher Negra Latino Americana e Caribenha para que possamos um dia superar a desigualdade e a opressão sexista e machista ainda presentes no cotidiano da mulher negra que apesar das novas tecnologias e avanços da medicina ainda são vitimas de morte precoce e abandono social somente por serem negras.

Viva a luta contra o racismo, enquanto houver racismo continuaremos no combate!!!!!!

Por Valmira Luzia da Silva – Secretaria de Promoção da Igualdade Racial

MULHERES NEGRAS

Ah! mulheres negras
essas impressionantes
sempre a importar a mais funda ancestralidade!
Ah! mulheres, úteros de verdades
tamanhas!
Geração de vida permanente
junto ao silêncio da profusão de cores das formas de vida!
Ah! mulheres-esteio! Sois marcas do fundamento da humanidade
desde África
se espraiando por um planeta sem sentido
onde dar depende do que se tem de volta!
Ah, essas mulheres, essas negras
veludos de conforto e aflição.
Ah! mulheres, velhas mulheres negras
portando a sabedoria do porvir
que não perdoa

aqueles que não se fazem irmãos!!!
Por  Ana Maria Felippe
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