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Depois de 16 dias, educadoras e educadores da rede pública municipal encerram greve em São Paulo

Mais de 10.000 trabalhadoras e trabalhadores da rede pública municipal de São Paulo resolveram encerrar a greve na sexta-feira (31), em assembleia na Praça do Patriarca, próxima à sede da prefeitura.

A paralisação começou juntamente com a Greve Geral Nacional da Educação, liderada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), no dia 15 de março. “Conseguimos mostrar que a categoria está unida e forte”, diz Teresinha Chiappim (Teca), da CTB Educação-SP.

A Assembleia teve início às 15h, sendo que logo em seguida uma comissão foi recebida pela administração municipal para mais uma rodada de negociação. Com as propostas acertadas, a maioria votou pelo retorno ao trabalho.

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Teca defende mobilização contra as reformas propostas pelo governo Temer e firmeza nas negociações com o prefeito

“Mas continuamos mobilizados para que as negociações possam ocorrer e os pontos acordados sejam todos respeitados e nossas conquistas ampliadas”, afirma Francisco Livino de Noronha Neto, da CTB Educação-SP.

Teca reforça esse posicionamento, pois “não ficou definido nenhum índice de reajuste salarial”. Para ela, a administração municipal se dispôs a debater pontos importantes para a categoria, mas “precisamos estar muito atentos e não nos dispersar”.

A assembleia decidiu também a ampla participação do magistério paulistano na greve geral do dia 28 de abril. “Nós vamos parar o Brasil para barrar todos esses retrocessos dos golpistas”, garante Teca.

Propostas:

– Prefeito não retira o Sampaprev da Câmara dos Vereadores, embora garanta não ter interesse em sua aprovação.
– Promessa de discutir com os sindicatos, as questões relativas à previdência.
– Retomada dos programas de atenção à saúde e promessa de que o Hospital do Servidor Municipal atenda somente servidores.
– Formação de Grupos de Trabalho na mesa setorial de educação sobre saúde dos profissionais, segurança e combate à violência nas escolas.
– Promessa de que a administração não pretende terceirizar a educação
– Reunião dos Representantes de Escola.
– Reposição dos 16 dias de greve. Pagamento assegurado.
– Criação de Grupo de Trabalho para analisar a situação dos equipamentos de Educação Infantil.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy (texto e fotos)

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