Líder de movimento camponês e secretário da CTB Rondônia foi assassinado

O líder do Movimento Camponês Corumbiara e secretário de políticas agrárias da CTB Rondônia, Adelino Ramos, conhecido como Dinho, foi assassinado na de sexta-feira (27/05) no município de Vista Alegre do Abunã, em Rondônia. Segundo relato da assessoria da Secretaria de Produção do Amazonas, Dinho morava num assentamento localizado no sul de Lábrea, o município mais desmatado do Amazonas, e estava com a família levando seus produtos para comercializar numa feira. Há seis dias, foram assassinados dois ambientalistas ligados ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em circunstâncias semelhantes, no Pará.

Foto: Divulgação/Pastoral da Terra

Adelino Ramos, o Dinho, sobrevivente do massacre de Corumbiara e assassinado nesta sexta-feira

O movimento liderado pelo agricultor morto foi formado depois do massacre de Corumbiara, em fevereiro de 1996, com objetivo de dar continuidade às reivindicações dos camponeses sem terra.
Ameaças
Há dois meses o gerente do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (Idam) de Nova Califórnia, Geraldo Cáceres, denunciou ter sido ameaçado de morte à Secretaria de Produção, que teria providenciado a remoção do funcionário para outro município.
Presidência
A Presidência da República condenou, por meio de nota, o assassinato de Adelino Ramos. Nos dois casos de assassinatos, as vítimas vinham sofrendo ameaças de madeireiros e proprietários rurais de suas regiões. “O governo brasileiro não tolera que crimes como esses aconteçam e fiquem impunes no nosso País”, diz a nota, que é assinada pelos ministros da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.
Segundo a nota, a presidente Dilma Rousseff já determinou que a Polícia Federal acompanhe as investigações no Pará e fará o mesmo no caso de Rondônia, “numa atitude enérgica e clara” para que crimes como esses não se tornem prática rotineira no País. “Acompanharemos de perto os desdobramentos para garantir justiça”, afirma. “É isso que se espera de um Estado democrático de direito e é assim que o governo procederá”, acrescenta o texto.

Cinco tiros atingiram Dinho, que foi levado para um hospital próximo, mas não resistiu. Dinho morava num assentamento do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) com outras famílias e seu grupo buscava regularizar sua produção. Ele, segundo a assessoria da Secretaria de Produção, vinha recebendo ameaças de morte de madeireiros da região.

O líder do Movimento Camponês de Corumbiara foi assassinado enquanto vendia verduras produzidas no acampamento onde morava. Adelino Ramos foi morto por um motoqueiro, próximo ao carro da família onde estavam a esposa e duas filhas.

Dinho vinha denunciando a ação de madeireiros na região da fronteira entre os estados de Acre, Amazônia e Rondônia. Ele e um grupo de trabalhadores reivindicavam uma área nessa região para a criação de um assentamento. No início desse mês, o Ibama iniciou uma operação no local, onde apreendeu madeira e cabeças de gado que estavam em áreas de preservação.

O movimento liderado pelo agricultor morto foi formado depois do massacre de Corumbiara, em fevereiro de 1996, com objetivo de dar continuidade às reivindicações dos camponeses sem terra. 

Ameaças 

Há dois meses o gerente do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (Idam) de Nova Califórnia, Geraldo Cáceres, denunciou ter sido ameaçado de morte à Secretaria de Produção, que teria providenciado a remoção do funcionário para outro município.

Presidência

A Presidência da República condenou, por meio de nota, o assassinato de Adelino Ramos. Nos dois casos de assassinatos, as vítimas vinham sofrendo ameaças de madeireiros e proprietários rurais de suas regiões. “O governo brasileiro não tolera que crimes como esses aconteçam e fiquem impunes no nosso País”, diz a nota, que é assinada pelos ministros da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

Segundo a nota, a presidente Dilma Rousseff já determinou que a Polícia Federal acompanhe as investigações no Pará e fará o mesmo no caso de Rondônia, “numa atitude enérgica e clara” para que crimes como esses não se tornem prática rotineira no País. “Acompanharemos de perto os desdobramentos para garantir justiça”, afirma. “É isso que se espera de um Estado democrático de direito e é assim que o governo procederá”, acrescenta o texto.

Com informações da Agência Estado e da Comissão Pastoral da Terra (CPT)

Leia a nota da Presidência da Repúbloca sobre o assassinato

Leia a nota da CTB Rondônia sobre o assassinato

Leia nota do Partido Comunista do Brasil sobre o assassinato

Nota de repúdio do PSOL de Rondônia

Nota de Repúdio PCB




 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

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