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CTB-SE participa do Grito dos Excluídos contra a perda de direitos e por democracia

Milhares de pessoas ligadas às pastorais cristãs, aos movimentos sindical e social e a partidos políticos lotaram a Avenida Barão de Maruim, no Centro de Aracaju (SE), para participar da 23ª edição do Grito dos Excluídos. A militância da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB-SE) marcou presença na manifestação que exigia justiça, trabalho, terra, saúde e educação para todos, mais democracia e a preservação dos direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo da história do Brasil.

O ato teve início na Praça Fausto Cardoso, no Centro da capital sergipana, onde os manifestantes se concentraram a partir das 8 horas. Houve a celebração de um ato ecumênico, antes da caminhada pela Avenida Ivo do Prado em direção à Barão de Maruim. Durante o percurso, as lideranças sociais e sindicais protestaram contra o governo golpista de Michel Temer que adotou uma política de retirada de direitos, de precarização das relações de trabalho e de entrega do patrimônio do povo brasileiro desde que assumiu ilegitimamente o poder no País.

Organizar o povo

O advogado Radamés Mendes, da direção do PCdoB em Sergipe, ressaltou que esse é o momento de resistir, organizar o povo nas escolas, nas universidades, nas indústrias, em todos os lugares onde houver trabalhadores. “Quando a reforma trabalhista entrar em vigor a partir de 11 de novembro, cada trabalhador vai perceber que os direitos não são naturais. São parte de uma conquista dos trabalhadores do passado que foram retirados por esse governo. O que está em jogo não é apenas o futuro dessa geração, mas de nossos filhos, de nossos netos que serão tratados como mercadoria”, disse.

Mendes criticou ainda a reforma da Previdência que o governo de Temer quer aprovar a todo custo com o argumento de que ela é deficitária. “O problema não são com os trabalhadores ou o déficit. A questão é que Temer quer entregar a Previdência para o Bradesco e o Itaú administrarem. Nós não iremos admitir isso. Vamos dar um basta na corrupção, mas queremos mais democracia e a preservação dos nossos direitos”, ressaltou.

Revogar a reforma trabalhista

Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB Nacional e presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE), defendeu a permanência do povo nas ruas. “É necessário que toda a população e toda a classe trabalhadora venha às ruas e proteste contra essas reformas desse governo golpista que vem de uma vez por todas acabar com as conquistas democráticas da nossa população e dos trabalhadores. Queremos exigir a revogação da reforma trabalhista e da lei das terceirizações, e dizer não à reforma da previdência”, afirmou.

Os trabalhadores rurais de Sergipe também protestaram contra o governo Temer no 23º Grito dos Excluídos. O secretário de Formação e Organização Sindical da entidade, Lucivânio Aragão, defendeu a união de todos os homens e mulheres do campo e da cidade para enfrentar esse governo. “Não poderíamos ficar de fora desse grande ato para dizer para a sociedade que a Fetase está ao lado dos trabalhadores lutando pela democracia e por nenhum direito a menos. Só nos resta a união para lutar contra essas reformas, porque senão vamos perder tudo o que conquistamos com muita luta e por muito tempo”, conclamou.

Mazelas

O presidente da CTB-SE, Adêniton Santana, ressaltou a importância do Grito dos Excluídos como um espaço onde o povo pode democraticamente protestar contra as mazelas dos governos e criticou Temer por adotar uma política excludente que penaliza a parcela da sociedade mais carente e os trabalhadores. “Esse governo exclui uma parte da população com sua política que privilegia apenas os empresários e os banqueiros. O que a gente vê é um retrocesso nas leis trabalhistas e a aprovação das terceirizações sem nenhuma discussão com a sociedade”, enfatizou.

Segundo Adêniton, a CTB participou do Grito para denunciar e politizar a população sobre o que vem ocorrendo no país. “Fazemos o inverso do que a grande mídia faz que é despolitizar o povo para que ele não lute pelos seus direitos. Queremos que o povo tome consciência do que está acontecendo e o que está por vir. Não podemos permitir que o governo retire os nossos direitos e promova o desmonte do Estado com sua política de privatizações”, afirmou.

Niúra Belfort – CTB-SE

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