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CTB-RJ: Rio de Janeiro diz não ao golpe!

Na última sexta-feira, 18, cerca de 50 mil pessoas coloriram as ruas do Centro do Rio em um ato histórico organizado pela Frente Brasil Popular e mobilizado por diversos movimentos sociais, centrais sindicais e estudantes. Durante a manifestação, que tomou conta da Praça XV, os trabalhadores deixaram um recado para a direita brasileira: Não vai ter golpe!

Foi nesse clima de luta, alegria e união, que a população gritou contra a tentativa de golpe ao governo Dilma, pela saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara e contra a agenda política que vem sendo colocada pela bancada de oposição ao governo. Agenda essa, que a todo momento se mostra contrária aos interesses dos trabalhadores.

Diversas organizações, entidades, partidos progressistas, sindicatos, centrais sindicais (CTB e CUT), artistas, e representações de diversos segmentos da sociedade, estiveram reunidos para defender a democracia do Brasil de um golpe das forças conservadoras.

A deputada federal do Partido Comunista do Brasil, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), uma das principais lideranças na luta contra o golpe da direita, afirmou:

“Aqui nós construímos a possibilidade da esperança do presente e do futuro, lá eles criminalizam a política e abrem espaço para o que há de pior que é o fascismo no Brasil. Eles levantam a Constituição mas nunca a leram, pois se tivessem lido não defenderiam um golpe como defendem hoje. Eu fiz questão de vir de vermelho, mas também vim com a bandeira do Brasil. A bandeira do Brasil é nossa e não deles. Quem defende a soberania nacional e a pátria brasileira somos nós, eles querem entregar tudo, a Petrobrás, o Brasil, as estatais, as nossas terras. Aqui nós defendemos direitos, aqui não defendemos a exclusão”.

O deputado federal do Partido dos Trabalhadores, Wadih Damous, fez que questão de alertar que:

“Não podemos nos iludir, há uma tentativa de golpe de Estado em marcha, patrocinado não só pelos partidos golpistas de oposição mas também pela grande imprensa, tendo como centro a Rede Globo de televisão, e o sistema de justiça brasileiro, tendo à frente o juiz fascista Sérgio Moro”.

A deputada estadual comunista, Enfermeira Rejane (PCdoB), destacou que:

“Aqui hoje nós temos o povo brasileiro gritando que esse país tem rumo, que esse país quer a democracia. Nós vamos fazer o movimento da luta democrática pelo Estado de direito em todas as praças, em todos os bairros. Esse é o levante da classe trabalhadora e depois de hoje ninguém derruba esse governo. Fora Eduardo Cunha! Fora Rede Globo! Não vai ter golpe!”.

Roberto Amaral, liderança histórica da esquerda carioca, salientou: “O que as forças conservadoras querem é transformar o Estado democrático no Estado do neoliberalismo”.

O deputado estadual, Marcelo Freixo (PSOL), afirmou que:

“Quem luta em defesa da democracia tem que estar na praça pública nesse momento. O que tá em jogo aqui é a democracia. Não precisamos ter tanques nas ruas para ter ameaça de golpe, este golpe pode vir pelo Judiciário”.

Já Glauber Braga, deputado federal pelo PSOL, destacou que “com a democracia ameaçada não é permitido omissão”.

O diretor do SINTECT-RJ, Ronaldo Martins, comentou sobre a importância da mobilização dos trabalhadores e da união de toda população pela construção dessa frente popular no atual cenário político:

“Hoje, o que nós assistimos é a tentativa de um golpe contra o Estado democrático de Direito. Nós sabemos bem o que acontece quando a direita assume o poder: é o sucateamento das empresas públicas, privatizações, terceirizações, entre tantas outras práticas que representam exclusivamente o interesse do capital privado”.

O sindicalista ressaltou a necessidade de continuar nas ruas em defesa dos direitos dos trabalhadores:

“Os trabalhadores brasileiros, através de muita luta, suor e sangue conseguiram conquistar os direitos trabalhistas que temos hoje. É em nome dessa história que estamos aqui para assegurar que não haja retrocesso. Vamos continuar nas ruas e praças defendendo a democracia, os direitos trabalhistas e lutando pela igualdade social. Nós, trabalhadores dos Correios, integramos essa frente para defender o país contra a ânsia do capital privado”, afirmou.

Por Bruno Ferrari (Portal Vermelho) e Marcela Canéro (Sintect-RJ); foto dos Jornalistas Livres

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