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CTB-RJ repudia prisão de Guilherme Boulos, líder do MTST

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro (CTB-RJ) manifesta, através da presente nota, seu total repúdio à prisão da liderança do MTST, Guilherme Boulos. A medida, tomada pelo governo tucano de Geral do Alckmin (PSDB), consiste em mais uma afronta ao livre direito de manifestação e aos direitos humanos promovida pelo governador.

Nos solidarizamos com o MTST e com toda a Ocupação São Matheus, que resistiram bravamente à mais uma truculenta ação de reintegração de posse promovida pelo governo de São Paulo. Boulos foi preso ao fazer a mediação entre o movimento de ocupação e a ação do Estado. Sua prisão é totalmente arbitrária e ilegal e, demonstra, mais uma vez o grave estado de Exceção que vivemos.

O Governo do Estado de São Paulo tem um grave histórico de abusos contra os movimentos sociais: foi assim contra os professores, foi assim contra os estudantes e, também é assim com os trabalhadores sem-teto. A prática do Governo de São Paulo é a de usar, sempre, da força contra os movimentos sociais e nós, da CTB-RJ, repudiamos esse método truculento.

Em defesa de democracia e pelo livre direito de manifestação!

Não à prisão, libertem imediatamente Guilherme Boulos.

Ronaldo Leite
Presidente da CTB-RJ
17/01/2017

Abaixo, a íntegra da nota do MTST sobre a prisão do companheiro Guilherme Boulos:

Nota do MTST sobre o Despejo de 700 famílias da ocupação colonial e a injusta prisão de Guilherme Boulos

No despertar da manhã de hoje, centenas de policiais do batalhão de choque da polícia militar de São Paulo cercaram o terreno onde mais de 700 famílias estão ocupadas a mais de um ano no Jd. Colonial, zona leste de São Paulo.

Cerca de 3 mil pessoas: homens, mulheres, crianças, idosos, deficientes que foram jogados na rua por uma decisão judicial que considerou apenas os interesses do proprietário de um latifúndio urbano que só servira antes das pessoas morarem ali para especulação imobiliária..

A todo o momento, o MTST procurou alternativas para evitar o despejo, evitando assim um massacre de pessoas pobres que nada mais estavam que lutando pelo direito constitucional da moradia.

Infelizmente, nossos esforços foram em vão e a PM de Alckmin levou a frente uma ação desumana contra as famílias da ocupação Colonial.

Sem respostas favoráveis do poder público e do judiciário, os moradores se viram sem alternativas e partiram para a resistência a ordem de despejo

Mesmo a ocupação Colonial não sendo uma ocupação do MTST, o companheiro Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, acompanhou o processo desde o início a convite dos representantes da ocupação Colonial, na tentativa de encontrar um desfecho favorável para as famílias da ocupação.
No entanto, a PM de Alckmin, de forma autoritária, resolver prender o companheiro Guilherme Boulos sob a acusação de desobediência civil e por participar e organizar manifestações contra as medidas de retirada de direitos do governo ilegítimo de Michel Temer.

A prisão do Guilherme Boulos, assim como o despejo das famílias da ocupação Colonial são uma demonstração do modus operandi político criminalizatório em voga contra os movimentos sociais, contra os pobres, contra os direitos sociais e os serviços públicos.
Um verdadeiro absurdo, uma vez que Guilherme Boulos esteve o tempo todo procurando uma mediação para o conflito.
Neste momento, o companheiro Guilherme continua detido no 49ª DP de São Mateus.

Não aceitaremos calados que além de massacrarem o povo da ocupação Colonial, jogando-os nas ruas, ainda queiram prender aqueles que tentaram ajuda-los.

Continuaremos acompanhando as famílias e lutando contra esse despejo injusto.

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto

Da CTB-RJ

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