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CTB-PA denuncia Hydro Alunorte por cárcere privado e práticas antissindicais em Barcarena

A CTB Para veio a público nesta quarta-feira (05), para denunciar a refinaria Hydro Alunorte, no polo industrial de Barcarena (PA), de manter por cárcere privado o dirigente demitido, John Mckley, do Sindicato dos Químicos.

De acordo com José Marcos Araújo (Marcão), a empresa é conhecida por suas constantes tentativas de rasgar a CLT e práticas antissindicais. “A empresa norueguesa que vem se notabilizando de, ao tempo que fatura milhões de dólares explorando o subsolo brasileiro realiza uma gestão de profundo desrespeito aos direitos dos trabalhadores, buscando impedir o sindicato da categoria realizar sua atividade em defesa dos trabalhadores”, afirmou em nota.

John Mckley, recém eleito para o Sindicato, em chapa contraria aquela apoiada pela direção da empresa, que vinha dirigindo a entidade nos últimos 8 anos, foi demitido da empresa que não aceitou o resultado da eleição até hoje. O dirigente se recusou a assinar a documentação de demissão, corretamente alegando que tem estabilidade sindical e não poderia ser demitido de forma criminosa como a empresa tenta fazer.

De acordo com relatos, a direção da Norsk Hydro (Hydro Alunorte) mantém o jovem trabalhador em uma sala de onde não o deixam sair, sob vigilância de dois gerentes da empresa (gerente de área e gerente operacional). “Mais um crime cometem os donos da Norsk Hydro, dessa vê da área penal. No Brasil e, com certeza também na Noruega e qualquer país civilizado é crime é inaceitável o cárcere privado”, ressalta Marcão.

“Precisamos, nesse momento da solidariedade de todos os trabalhadores para que, em primeiro lugar seja assegurada a liberdade e integridade de nosso diretor John Mckley e que em seguida o mesmo seja reintegrado”, completa.

Para os sindicalistas, é inadmissível que uma empresa norueguesa (ou seja norte americana ou japonesa) venha enriquecer no Brasil e trate nossa legislação e os trabalhadores nacionais dessa vergonhosa forma.

“É realmente um absurdo o que está acontecendo com esse companheiro. Não podemos deixar que estes estrangeiros venham dar ordens dentro de nossa casa libertem o John já!”, defendeu Lucileide Mafra Reis, Federação das Trabalhadoras Domésticas.

Portal CTB com CTB Pará

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