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CTB-MG e Fit Metal realizam debate sobre a necessidade de crescimento da indústria e tecnologia na UFMG

A CTB-Minas e a Fitmetal realizaram, no auditório três da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Ciclo de Debates sobre a necessidade do crescimento da indústria e tecnologia no Brasil.

O professor da Fundação Maurício Grabois, Sérgio Barroso; o professor da UFMG, João Prattes Romero; o representante do Instituto Trabalho, Indústria e Desenvolvimento, Rafael Marques e o prefeito de Betim, Vittorio Mediolli, integraram a mesa de debates, que foi mediada pelo técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico (Dieese), Fernando Duarte.

Assuntos como a transformação da China em potência industrial, a concentração de grandes industrias na Coreia do Sul, revolução industrial 4.0 e tantos outros foram debatidos durante toda a tarde. Entretanto, de acordo com o professor da UFMG, João Prattes Romero, o Brasil precisa potencializar a indústria. “Se queremos desenvolver, temos que focar na indústria, principalmente nas indústrias de média e alta tecnologia. Tem que haver ainda uma política industrial de desenvolvimento para o crescimento e desenvolvimento do Brasil”, afirmou.

O professor Sérgio Barroso fez um panorama da previsão dos especialistas em economia para 2018 e 2019. “Especialistas acreditam que estamos à beira de uma nova crise do capitalismo mundial devido a política financeira aplicada após a crise de 2007 e 2008. A possibilidade de uma nova crise é real, se aparecer nos dois próximos anos, onde vamos parar? Alguns especialistas já dizem que essa crise será no primeiro semestre do ano que vem. Já estamos em um processo de desindustrialização acelerado no Brasil, como vamos suportar outra crise mundial?”, questionou.

Barroso afirmou ainda que o Brasil, historicamente, sempre ficou muito atrás dos países desenvolvidos quanto as revoluções industriais. Dessa vez não será diferente, já que seis países já iniciaram o processo da revolução industrial 4.0, enquanto o Brasil está longe de priorizar essa questão. “As diferenças entre os países que já entraram na quarta revolução e o Brasil não tem condições de avaliar o impacto do lado negativo da história. O alerta que fica será o impacto numa situação dessa com a desproteção trabalhista, com a reforma previdenciária. Nossa situação é difícil, seria ilusão dizer que esse ambiente depois do golpe do Temer não piorou a situação brasileira”, disse.

“O centro da quarta revolução industrial é a inteligência artificial, robótica, impressão 3d, nanotecnologia, veículos autônomos, estocagem de dados (big data). Fusão de tecnologias, borrando as linhas divisórias entre as esferas física, digital e biológica. O conceito não se limita a aplicação combinada dessas tecnologias. A indústria 4.0 cria e articula fábricas inteligentes em um sistema produtivo de comercialização substancialmente diferentes. Mas, a revolução precisa alcançar 17% da população, já que cerca de 1,3 bilhão de pessoas não tem energia elétrica”, explicou Barroso.

O Ciclo de debates é uma parceria entre a CTB e a Fit Metal. Outros estados também estão recebendo debatedores de renome para discutir sobre a necessidade de industrialização brasileira.

Da CTB-MG

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