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CTB amplia participação na direção executiva da CNTE

O 33º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) terminou no último domingo (15) com a eleição da nova Direção Executiva e Conselho fiscal para os próximos quatro anos. A nova diretoria é resultado da aliança de seis forças políticas dentro da entidade, integrada pela CTB, que hoje se consolida como a segunda maior força dentro da CNTE.

Com 86,8 % dos votos, a Chapa 30 – Resistência e Luta venceu as eleições para a próxima gestão. Com a vitória, Heleno Araújo assumiu a presidência da CNTE, Rui Oliveira (CTB BA), a Secretaria de Política Sindical; Isis Tavares (CTB AM), Secretaria de Relações de Gênero; Francisca Pereira da Rocha Seixas (CTB SP), Secretaria de Saúde dos(as) Trabalhadores(as) em Educação; Berenice D’arc (Berê) (CTB DF), Secretaria Executiva; Raimundo Oliveira (CTB MA), Secretaria Executiva; Marilene dos Santos (CTB BA), Diretoria Executiva Adjunta e Valéria C. Silva (CTB PE), a Diretoria Executiva Adjunta.

Os dirigentes, Antônia Benedita (CTB MA) e Fábio Henrique (CTB PI) foram eleitos como Titular e Suplente no Conselho Fiscal da CNTE.

A bancada cetebista na educação pública teve participação destacada pela qualidade e também pelo crescimento a partir do último Congresso. Hoje a central dirige majoritariamente três importantes sindicatos da área de Educação – APLB/BA; Sinproesema/MA e SINTEAM/AM. A central também está representada na vice-presidência do CEPERS/RS e no Sintepe/PE (com outros cargos na direção) e nas direções de sindicatos do Paraná, Espírito Santo, Ceará, Piauí, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, além de direções de sub sedes, regionais e delegacias sindicais.

O 33º Congresso da CNTE ainda aprovou o indicativo de Greve Geral para o dia 15 de março. A mobilização da Confederação e entidades filiadas conta como principais reivindicações o fim ao golpe de Estado no Brasil, a não aprovação da reforma previdenciária e pelos investimentos necessários e previstos no Plano Nacional de Educação (PNE). Cada estado também poderá agregar os seus eixos específicos e locais.

De acordo com o presidente eleito da CNTE, Heleno Araújo, está prevista para o dia 8 de março deste ano a realização de assembleias deliberativas, com atos e passeatas, para deliberar sobre a Greve Geral. Também será formada uma coordenação nacional de greve geral com membros da diretoria executiva da CNTE e um representante de cada sindicato filiado. 

Mudança no Estatuto

Além do indicativo, os delegados também aprovaram uma renovação do estatuto da CNTE que amplia de três a quatro anos o mandato da diretoria executiva. A justificativa da Articulação Sindical/CTB/CSD/O Trabalho, entidades que propuseram a mudança, é que a alteração adequa a CNTE às estruturas estatuárias da CUT e da Internacional da Educação, além de reduzir os custos burocráticos sem prejudicar os debates políticos. Com as novas resoluções aprovadas, também será dever da CNTE incluir na estrutura diretiva da entidade um departamento específico para a juventude da educação. 

“Saímos do Congresso fortalecidos(as) com importantes negociações para a atuação de nossa força. Temos claro que nosso crescimento depende de nossa atuação na direção e fundamentalmente de nosso crescimento nos estados – o que deve ser pensado de forma articulada. Queremos fazer o planejamento de nossa atuação neste mandato com vistas a fortalecer o que já conquistamos, ampliar nossa infulência e presença na base e construir os nossos coletivos estaduais da educação”, afirmou Marilene dos Santos.

 

De Brasília, Ruth de Souza (com Portal CNTE)

 

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