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Confecções terão que pagar quase R$ 1 milhão a bolivianos em SP

Em 2014, a Superintendência Regional do Trabalho libertou 100 imigrantes em São Paulo, que trabalhavam em regime semelhante ao de escravidão. De todas as 14 operações feitas, esta última foi considerada a mais grave. Duas confecções que produzem peças para a loja de departamentos Renner terão que pagar quase R$ 1 milhão para 37 trabalhadores bolivianos resgatados em condições análogas às de escravidão, informou o Ministério Público do Trabalho nesta terça-feira (2). Os estrangeiros trabalhavam em uma oficina de costura na Zona Norte de São Paulo.

O valor é referente a verbas rescisórias, verbas salariais e danos morais individuais. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) emergencial foi firmado com as empresas. Além do pagamento, as empresas terão que readmitir os trabalhadores a partir de fevereiro de 2015, quando acaba o pagamento do seguro desemprego. Está prevista também uma estabilidade no emprego pelo prazo mínimo de seis meses.

Na sede da Renner no Rio Grande do Sul, os auditores-fiscais dizem ter encontrado documentos e projetos das roupas feitas em São Paulo, que provaria a ligação da empresa com a oficina da boliviana. A Renner recebeu 30 multas, que totalizaram R$ 2 milhões.

Segundo a Renner, a oficina onde trabalhavam os empregados deu baixa em todas as carteiras de trabalho, pagou as verbas rescisórias e liberou o FGTS. Em seguida, foi descredenciada pelos dois fornecedores, que garantiram “a admissão destes trabalhadores em suas operações, com pagamento das indenizações trabalhistas fixadas pelo MTE”.

Fonte: G1

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