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Coletivo da CTB prepara ações em defesa de uma educação pública, democrática e inclusiva

No primeiro dia da 20ª Reunião da Direção Executiva da CTB – quinta-feira (14) -, o Coletivo Nacional de Educação da central planejou as ações para o ano que vem em defesa da educação pública, democrática, inclusiva e laica.

“O golpe de Estado de 2016 mostrou a que veio de cara, cortando investimentos da educação pública, entregando o pré-sal para multinacionais, tirando ainda mais verbas dessa área estratégica para qualquer nação”, informa Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB.

A Emenda Constitucional 95/2016 congelou os investimentos públicos por 20 anos, praticamente “liquidando com o Plano Nacional de Educação (PNE), com suas 20 metas para serem cumpridas em 10 anos”, afirma.

Entre os principais objetivos do PNE consta a Meta 20 que determina a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto em educação. Além dos cortes orçamentários, “os profissionais da educação vêm sofrendo ameaças de censura através do projeto Escola Sem Partido, que na verdade é a escola do partido do pensamento único e reacionário”, diz Betros.

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E para piorar, aproveitando-se da reforma trabalhista, os barões da educação começam a demitir educadores para contratar outros com salários menores e em condições de precariedade absoluta.

Por isso, o Coletivo da CTB reafirma a necessidade de atuação firme na Conferência Nacional de Educação Popular (Conape) e na Conferência Nacional de Educação (Conae), juntamente com os movimentos educacionais do país para se contrapor aos projetos do Ministério da Educação (MEC), que privilegiam os interesses empresariais no setor.

“O MEC atacou frontalmente o Conselho Nacional de Educação e o Fórum Nacional de Educação”, denuncia Betros. “Esses ataques objetivam minar a nossa resistência aos planos de acabar com a educação pública nos níveis médio e superior, mas resistiremos”.

A secretária cetebista reforça ainda que “a CTB se prepara para marcar presença em todas as manifestações que visem melhorias na educação pública e valorização dos profissionais. Educação deve ser prioridade absoluta de qualquer país que almeje crescer co independência e liberdade”.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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