Sem categoria

Chapa da CTB vence eleição no sindicato dos Rodoviários do Pará

Não adiantaram as maracutaias das chapas de oposição, onde as forças atrasadas do sindicalismo da UGT (chapa 2), da CSB (chapa 3) e da CSP Conlutas (chapa 4), se misturaram para impedir a vitória da chapa classista.

Atrasaram a campanha salarial da categoria, prejudicando os trabalhadores, mentiram e criaram factóides para a categoria e para as instituições. Fizeram que a eleição no Sindicato dos rodoviários se arrastassem por longos 3 meses e interromperam o processo eleitoral por 4 vezes, judicializando e retirando do campo sindical a decisão dos rumos da categoria.

Foram inúmeras vezes no Ministério Público do Trabalho e na Justiça do Trabalho para suspender a eleito e para tentar melar o processo.

De nada adiantou. O golpismo não poderia durar para sempre, as chapas sem voto não conseguiriam permanecer infernizando a entidade dos trabalhadores, paralisando o Sindicato. A eleito aconteceu ontem e, mais uma vez o resultado da eleição confirmou que a chapa classista Luta Rodoviária (CTB) é o caminho que os trabalhadores querem para dirigir o Sindicato.

Desta vez não cabe choro e nem vela. A eleição aconteceu como eles queriam, sob o acompanhamento do TRT/PA, com a presença do Juiz Titular da 14 Vara DR. Antonio Odemar Coelho, se juntando a Comissão Eleitoral para coordenar a eleição.

O Resultado Final

Com a participação de 3040 trabalhadores, a chapa 1 (Luta Rodoviária – CTB) obteve 1073 votos, a chapa 2 (UGT) com 582 votos, a chapa 3 (CSB) com 987 votos e a chapa 4 (CSP) com 366 votos. Tiveram também 18 votos em branco e 14 votos nulos.

A eleição iniciou às 05 horas, com a entrega do material eleitoral, dentro da sala de Comissão Eleitoral, que funcionou na Sala da Central de Atendimento do TRT/PA e às 06 horas começa a coleta de votos em 22 urnas, que funcionou nas empresas rodoviárias até às 17 horas. A coleta de votos encerrava e as urnas retornavam ao TRT para serem apuradas.

A apuração encerrou às 01h30 já do dia 20.05.2016 e confirmou a vitória classista da chapa cetebista Luta Rodoviária, comandada pelo reeleito Altair Brandão. Após o resultado confirmando a nova diretoria foi empossada na direção da entidade, com ata assinada por todos os membros da Comissão Eleitoral, representantes e advogados de todas chapas e pelo juiz do trabalho Antonio Oldemar Coelho.

As artimanhas golpistas

É importante registrar, algumas situações pitorescas nessas eleições, como a presença ostensiva do deputado federal, da bancada da bala Delegado Eder Mauro que, junto com o representante estadual da mesma triste bancada, o Deputado estadual Coronel Nil, visitaram as garagens pedindo voto para a chapa da UGT. Chegaram a visitar o corredor do TRT para interromper a eleição que estava ocorrendo no dia 29.04, conseguindo uma medida de força para, às 16h30 barrar o processo que se realizava desde às 04 horas e se encerraria às 18 horas.

Essa suspensão da eleição foi ato sem qualquer embasamento legal, mas apenas medida de força amparada na força da pressão política dos tristes representantes da bancada da bala que conseguiram medida jurídica para atrasar a confirmação da vitória classista.

Apesar da suspensão da eleição, como os votos tinham sido coletados foram apurados e, apontaram para a vitória da chapa 1, com 978 votos, de um total de 1.770 eleitores.

Na eleição do dia 29/05, que mostrou a vitória da chapa 1, teve a chapa 3 em segundo lugar, a chapa 2 em terceiro e a chapa 4 em último lugar. Exatamente o quadro que se repetiu no presente processo.

Os falastrões golpistas e amolecados

Muitas mentiras foram ditas na imprensa, na categoria, tentando enganar os trabalhadores mas a chapas sem voto, ou com pouco voto, não poderiam ficar eternamente impedindo que a eleição comprovasse a vontade da classe trabalhadora por ter seu Sindicato dirigido por uma gestão classista e de lutas.

Enganaram o judiciário e ao Ministério Público, enganaram até alguns trabalhadores. Teve momentos inclusive que ficava claro a unidade que as chapas golpistas que tinham o único interesse em combater a chapa cetebista. Na apuração, quando se confirmava que as chapas da UGT e do Conlutas não tinham a menor condição de disputa, por receberem das urnas o desprezo da categoria, passaram a torcer e desejar que a chapa 3, da CSB pudesse vencer.

Representantes da chapa 4 (CSP) chegou a manifestar que gostaria de poder transferir os seus votos (poucos) para a chapa 3. Era tarde essa união explicita.

As relações promiscuas entre as chapas de oposição e os patrões ficaram claro, com publicações nas redes sociais de relações e apoio das empresas para a chapa 3. As demais chapas oposicionistas também caíram desmascaradas quando a trabalhadora Tereza, cobradora de ônibus, que integrava a chapa 4 (CSP Conlutas) saiu da chapa denunciando as tramoias que a sua chapa estava unida com a chapa 3 (CSB) para tentar impedir a vitória da chapa da categoria. Desde o recebimento de apoio material das empresas, principalmente da Monte Cristo, num estranho conluio e articulações, mas nada disso adiantou.

A rua Augusto Corrêa, no popular bairro do Guamá, em frente à casa do presidente Altair Brandão foi o local que os trabalhadores escolheram para confirmar a vitória de sua chapa, onde centenas de rodoviários e militantes da CTB, UJS, Unegro, UBM compareceram para comemorar a vitória da chapa de luta. A alegria tomou conta dos lugar e durou até as 5 horas da manhã, só sendo interrompida por que às 9 horas aconteceu assembléia geral da categoria para definir os rumos da campanha salarial. A luta da categoria não pode parar.

CTB-Pará

 

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