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Em Salvador, movimentos sociais e centrais sindicais ocupam as ruas contra o golpe

Trabalhadores, estudantes e militantes do movimento de diversas áreas realizaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (29/8), em Salvador, para protestar contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que está em sua fase final no Senado Federal. Com faixas, cartazes e bandeiras, eles paralisaram os carros na avenida ACM, em frente a um dos shoppings mais movimentados da cidade, para mostrar à população o que está em jogo com o golpe.

Convocado pela Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo e as centrais sindicais, o ato teve início com a transmissão do discurso da presidente no Senado, onde ela falou dos reais motivos que levaram à instalação do processo de impeachment e dos interesses por trás do seu afastamento definitivo, com a instalação do governo usurpador de Michel Temer.

“Hoje a gente vive uma passagem histórica do nosso país, com o julgamento no Senado Federal da presidenta legitimamente eleita. Este julgamento é uma grande farsa, na medida em que não houve fundamento para crime de responsabilidade e sim, um terceiro turno, uma eleição indireta, um golpe parlamentar para tirar a presidente eleita pelo povo”, ressaltou ao microfone, o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.

O dirigente cetebista informou também sobre as manifestações que ocorriam em todo o país para alertar o povo mais uma vez sobre o golpe contra a democracia e o Estado democrático de direito.

Várias lideranças se revezaram ao microfone durante todo o ato, todas enfatizando a necessidade do povo se integrar às mobilizações contra o golpe e a disposição do movimento social de continuar nas ruas, independentemente do resultado do julgamento no Senado.

O coordenador da seção baiana da Frente Povo Sem Medo, Walter Takemoto, lembrou também da importância da manifestação.  “A realização deste ato significa uma demonstração de que o povo não vai aceitar nenhum o governo ilegítimo do Temer e muito menos as medidas que ele vem anunciando e que vão aprofundar a exclusão e a miséria de grande parcela do povo brasileiro. Nós estamos nas ruas, porque não aceitamos o golpe e queremos que respeitem a decisão popular que elegeu a presidente Dilma. Por isso, independentemente de qualquer decisão do Senado, nós vamos continuar nas ruas, porque nós queremos a ampliação dos direitos em nosso país”, disse. 

Fonte: CTB-BA

 

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