Bancários da BA e SE aumentam mobilização e fecham 930 agências

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Os bancários da baianos e sergipanos mostram a sua força e mobilização no segundo dia de greve. Nesta quarta-feira (1º), estão fechadas 930 agências, sendo 820 na Bahia e 110 em Sergipe. No mesmo período do ano passado, eram 761. Isto mostra que a categoria não está para brincadeira na luta por seus direitos e conquistas.

Na base do Sindicato da Bahia, permanecem sem funcionar 436 agências. No interior do estado, também a mobilização cresceu. Na base de Vitória da Conquista foram 72 agências; Feira de Santana, 34; Ilhéus, 25; Irecê, 34; Jacobina, 27; Jequié, 29; Itabuna, 36; Camaçari, 17; Barreiras, 81; e Juazeiro, 29.

Os bancários rejeitaram a nova proposta apresentada pela Fenaban, elevando o índice de reajuste de 7% para 7,35% (0,94% de aumento real) para os salários e demais verbas salariais e de 7,5% para 8% (1,55% acima da inflação), e esperam uma resposta dos bancos que atendam as suas expectativas.

Principais reivindicações dos bancários:

Reajuste salarial de 12,5%.

Piso Salarial de R$ 2.979,25

PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.

14º salário.

Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.

Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.

Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.

Fim das metas abusivas.

Combate ao assédio moral.

Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.

Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.

Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; biombos em frente aos caixas e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Fonte: Federação dos Bancários dos Estados da Bahia e Sergipe

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