Sem categoria

Ato Público lembra a resistência do povo e o exílio de jovens no regime militar

A ONG Mirim-Brasil e o Fórum Permanente da Anistia em Pernambuco promoveram na última quarta-feira (1º), um ato público para marcar os 45 anos do Golpe Militar.

Para lembrar a resistência do povo e a luta pela democracia desde esse período até hoje, será realizada uma palestra e encenado o espetáculo ‘1964, anos de chumbo’. A peça é realizada por alunos da escola estadual Carlos Alberto Gonçalves de Almeida, do Prado, no Recife.

O ato é realizado há mais de dez anos, no Monumento Tortura Nunca Mais, na Rua da Aurora, no bairro da Boa Vista, no Recife. A estimativa dos organizadores é que cerca de 500 pessoas participem do ato.

O público principal do ato são crianças e adolescentes alunos de escolas públicas. Para um dos organizadores do evento, o antropólogo e fundador da Mirim-Brasil Anacleto Julião, é de fundamental importância que os jovens tenham conhecimento sobre o que aconteceu durante a ditadura.

Um dos focos do ato neste ano é a recente pesquisa de Anacleto Julião sobre o exílio de crianças durante os anos de chumbo. “Toda criança e adolescente, diz a ONU, tem direito à nacionalidade e à identidade. A ditadura é um regime tão cruel que tirou esse direto”, afirma;

“Foi o que aconteceu comigo. Meu pai, Francisco Julião, que era das Ligas Camponesas, e minha mãe, Alexina Lins, fundadora da federação de mulheres do Brasil, foram muito perseguidos mesmo antes da ditadura. Por causa disso, em 1963, eu, com 12 anos de idade, e meus irmãos fomos estudar em Cuba. Lá, quando pedimos o passaporte brasileiro, o documento nos foi negado e nós nos tornamos exilados políticos. Eu só pude voltar ao Brasil em 1979,com a Anistia”, lembra o pesquisador.
Ato Público lembra a resistência do povo e o exílio de jovens no regime militar

Flaldemir Sant'Anna de Abreu – Portal CTB – com Agências

Compartilhar: