Ato de professores na Câmara Municipal é reprimido com violência pela Polícia Militar

A professora Luciana Xavier, 42 anos, foi agredida por agente da GCM

O protesto realizado por professores municipais em frente à Câmara Municipal de São Paulo nesta quarta-feira (14) foi reprimido com violência pelos guardas-civis e policiais militares, que lançaram bombas de gás lacrimogênio e agrediram professores(as).

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O ato é contra a reforma da Previdência de servidores municipais. De autoria da gestão de João Doria, o projeto de Lei nº 621/2016 (Sampaprev), pretende, entre outros pontos, aumentar a alíquota básica de 11% para 14%.

Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, o tema faz parte da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que ocorre nesta quarta. Um outro ato está previsto para esta quinta (15).

A presidenta do Sedin (Sindicato dos Educadores da Infância), Claudete Alves, que está na Câmara e participa do protesto, denunciou a violência em vídeo divulgado em redes sociais.  

Parte dos manifestantes pôde entrar na Casa, mas a maioria ficou de fora. O protesto fechou o Viaduto Jacareí.

Em sua página no Facebook, o vereador Eduardo Suplicy divulgou foto e vídeo retratando a violência da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana no tratamento aos manifestantes.

“PM e GCM tratando com violência desproporcional professoras e professores que protestam contra o desmonte da previdência municipal ‬em frente à Câmara de SP”, escreveu Suplicy. 

Ele relatou o momento em que um policial da GCM agrediu a professora Luciana Xavier, 42 anos, com um golpe de cassetete no rosto.

A sessão que discute a reforma chegou a ser interrompida. Por volta das 15h20, os vereadores retomaram os trabalhos, mas sem público e com as portas fechadas.
 
Greve
 
Contrários à proposta, os professores municipais entraram em greve. Segundo a Prefeitura, a paralisação atinge 93% das 1.550 escolas da administração direta, ou seja, que são administradas pela própria Prefeitura com o auxílio de funcionários públicos.
 

Foto: Suamy Beydoun/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO – com informações do G1

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