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Após forte pressão, TJ-GO concede liberdade ao preso político, Luiz Borges

Enquanto a Polícia Militar do Distrito Federal reprimia com violência mais de 3 mil indígenas que se manifestavam pacificamente em Brasília, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), finalmente concedia a liberdade a Luiz Batista Borges, preso arbitrariamente desde 14 de abril de 2016.

Por unanimidade, a Câmara Criminal de Goiás decidiu a favor do habeas corpus de Borges. “Como não poderia deixar de ser, os juízes deram de goleada. O resultado foi 5 a 0 a favor do último preso político de Goiás”, afirma Ailma Maria de Oliveira, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO).

“Dessa vez a justiça triunfou, ao menos temporariamente”, complementa. Isso porque Borges continua respondendo a processo sob a acusação de formação de quadrilha, entre outras acusações.

De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Goiás, Borges ficou encarcerado por um ano, pelo simples fato de lutar pela transformação da Usina Santa Helena, uma das maiores devedoras da União, em assentamento da reforma agrária.

O MST lembra também de Natalino de Jesus e Diessyka Lorena, “igualmente perseguidos no mesmo processo e que se encontram privados de sua plena liberdade”. Para Oilveira, Borges e os outros respondem a processo mesmo sem ter cometido crime, pois lutar não é crime”.

Portal CTB

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