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8 de março: mulheres nas ruas contra as reformas de Temer

Milhares de mulheres trabalhadoras, estudantes, jovens e aposentadas se concentraram, a partir das 16 horas desta quarta-feira (8) para o ato do Dia Internacional da Mulher. A atividade, com o mote de “nenhuma a menos”, levantou bandeiras históricas do movimento feminista como a legalização do aborto, a igualdade de salários e oportunidades no mercado de trabalho, o fim da violência contra a mulher, o combate à cultura do estupro e bandeiras da atualidade política nacional como o combate à Reforma da Previdência do governo golpista e o “Fora Temer”.

A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Kátia Branco, fez uma avaliação da atividade para o Portal CTB RJ. “Avaliamos positivamente esse ato. Hoje é uma atividade com vários movimentos. Aqui, temos listados, 65 movimentos: todas as centrais sindicais, movimentos feministas, movimentos sociais, partidos. É um grande avanço para a luta das mulheres a construção desse grande ato unitário nesse 8 de março”, diz.

Já a coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisa sobre Emancipação da Mulher da União Brasileira de Mulheres (UBM), Ana Rocha, afirma que “esse 8 de março tem a marca da resistência das mulheres contra a crise, em defesa da aposentadoria e dos direitos das mulheres. Esse 8 de março tem a marca da retomada da luta das trabalhadoras contra a exploração capitalista e para uma atenção maior para a vida, para o trabalho e para os espaços de poder para as mulheres.”

mulheres rj 2017

A atividade foi organizada por diversas atividades e teve uma massiva presença das trabalhadoras e de segmentos da juventude. A diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE), Graziele Monteiro, comentou acerca da luta das mulheres com exclusividade ao Portal CTB RJ. “No 8 de março, nós, mulheres, vamos às ruas pela luta pelos nossos direitos. Todos os direitos que conquistamos, ao longo da história, foi através de muita mobilização e luta na rua. E agora não vai ser diferente. Nossos direitos estão ameaçados com a Reforma da Previdência, por exemplo, que não leva em consideração a nossa dupla jornada de trabalho. Nós trabalhamos em casa e trabalhamos na vida pública, em nossos empregos. Isso faz com que a gente precise, de fato, de menos tempo de trabalho. De se aposentar com uma idade menor. Isso não é não pedir direitos iguais, é pedir direitos iguais respeitando as nossas diferenças”, conclui.

Fonte: CTB-RJ

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